Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Outro dia eu escutei umas duas teorias sobre o triângulo das bermudas, ambas extraídas do Discovery Chanel e foi surpreendente eu prestar atenção na conversa, dado o meu notório preconceito com esse canal. E é preconceito, mesmo, diferente de quando eu falo de novela, pois se eu falo que uma pessoa que assiste novela não consegue ler Dostoiévski, não estou querendo soar preconceituoso, mas meramente matemático. Não dá tempo!

Eu tiro por mim, posso estar certo ou errado (provavelmente errado), mas me escolhi como parâmetro e, se eu assistir novela, não me sobra tempo nem pra releitura do Tony Parsons, que dirá o Dostoiévski! A releitura de "Pai e Filho", aliada à falta de tempo e uma pequena capacidade de perceber as coisas me fez concluir, sem falsa modéstia, que até aqui tem sido muito fácil perceber onde os pais erram...

Não vou me culpar pelo tempo que sou obrigado a passar longe do Duda em busca do l'argent e dos copeques, mas ontem foi fácil ver o que seria mais conveniente fazer pra "dar um jeito" na situação do Duda não querer dormir nem a pau: seria muito mais fácil (razoável até, coerente talvez, justo eu não sei) falar pra Laura fazê-lo dormir, que eu estava até aquela hora (23:00) negociando as cláusulas contratuais da venda da minha alma a prazo pra encher as latas daqui de casa que nem é a minha casa, daí que a Laura poderia concordar, eu ia tomar banho, exaltar Masoch vendo os melhores momentos de Palmeiras x Sport e dormir, tranquilo, com a mó das sensações de dever cumprido e tale coisa.

Claro, nem tanto ao John Voight nem tanto à Meryl Streep (espero ter ficado meio claro que me refiro à "O Campeão" e "Krammer x Krammer", onde a Meryl Streep é a maior vilã de todos os tempos, tanto que eu achei que ela sofreu pouco nas mãos do Jeremy Irons na "Casa dos Espíritos", eu sofri muito mais assistindo esse filme idiota), só o ato prosaico de ficar brincando um pouco com o Duda no berço, ele achando que é o Rocky Balboa no final do segundo filme, lutando pra ficar de pé nas cordas, como se isso significasse o título mundial; devo dizer a sensação ao ver sua risadona banguela quando eu começo a cantar a musiquinha do final daquele filme passa longe de ser desagradável.

Hoje é isso, mas se trata da minha tentativa de fazer ele ir se acostumando com a cara desse cara aqui, sem que ele pense que o trabalho que me afasta de casa durante o dia reflete em mim um desejo idiota de ficar longe dele também de noite, quando estamos os dois no mesmo quarto. Claro que aos 8 meses ele não vai perceber isso, mas aos dois anos, aos quatro, aos oito, aos doze, um dia ele chega a essa conclusão, nem vai ser tão difícil. Não estou aqui reivindicando medalhas ou inspiração pra comercial de margarina, de forma até cabotina, essa parada é muito mais bacana pra mim do que talvez pra ele.

Acho que segunda parte da lição vai ser aprender que depois do Duda dormir, também dá pra deixar de lado o Tony Parsons, o Dostoiévski, o Steve McQueen, o John Ford e os melhores momentos do Palmeiras pra brincar um pouco com uma pessoa de 28 anos que também habita o quarto...

O que isso tem a ver com o Triângulo das Bermudas? É que depois das duas explicações (simpatizei com a "menos mística, claro), o energúmeno aqui perguntou por que então parou de sumir barco e avião por lá:

- Ué, porque já sabem onde é que fica o negócio, pararam de passar por lá... raios!

A gente sabe exatamente onde fica e vive insistindo em passar pelos infinitos Triângulos das Bermudas que existem na vida da gente, né? Não aprende!

postado por: Randall Ferreira Neto 8:12 PM Comments:

Sai o disco solo do Marcelo Camelo. Hummmm... o Submarino colocou uma foto terrível, e escreveu "capa provisória", mas vem cá, não tinha uma foto melhorzinha não? A foto de um camelo, ou talvez dele cantando com a Sandy, ia vender pra caralho, não foi exatamente por isso que ele foi cantar no Acústico da SandyJúnior?

Outro dia a Laura veio reclamar comigo da implicância que eu adquiro (segundo ela) de uma hora pra outra, e (segundo ela) por um motivo bobo. Ok, o Los Hermanos tinha todo o direito de fazer uma bosta de disco, assim como o Coldplay, mas eu só fui prestar atenção que o pai da maçã era um puta coxinha babaca depois do disco ruim. Com o Camelo, nem precisou muito esforço, pois logo após o disco horrível (4), ele foi cantar no tal acústico.

"Ah, é só uma música"... beleza, só uma música, só um abadá, um disco da Ivete Sangalo na estante, só uma bomba atômica... exageros à parte, é só a MINHA opinião, aposto que Camelo, Chris Martin e Tiago não estão nem um pouco preocupados com a minha opinião (no que fazem muito bem, por sinal). O Tiago, no caso, usou um abadá. E sempre tem uma explicação, no caso do abadá, o lance tem a ver com a namorada, mas isso me faz lembrar a piada do português tentando impor a mente superior ao peixinho do aquário, daí que o abadá e a Cláudia Leitte é o português abrindo e fechando a boca de frente pro aquário.

Decepção. É isso, porque se o Caetano canta com a Sandy ou o outro irmão da Laura usa abadá, não tem nada demais, e não só pelo fato de se tratar de dois idiotas, existem pessoas que usam abadás e não o são - embora pra provar isso seja necessário alguns binômios de Newton, um teorema de Pitágoras e o auxílio de trigonometria básica, mas existem -, a questão toda é a decepção, a frase favorita das mães em determinado momento da vida: "eu não esperava isso de você".

Assim como não existe o momento apropriado para dizer numa roda de amigos que já fez troca-troca quando criança, não tem justificativa para o abadá ou o acústico da SandyJunior, você sempre vai ser o cara que usa abadá, deu a bunda e cantou com a Sandy. Sorte de quem consegue conviver com isso numa boa e segue levando a vida adiante.

E o pior é que o Camelo gravou "Santa Chuva" nesse CD, preciso descobrir se não tem versões bicho-grilo-deprê-cabeça pra cantar de olhos fechados de "Enrosca", "Imortal", "Vamo Pulá" e "Quê Cocê Foi Fazê No Mato Maria Chiquinhááááá"... se não tiver, essa porra de "Santa Chuva" vai acabar me queimando a língua, nem que seja pra descobrir de vez quem é essa tal de Mallu Guimarães que andam me perguntando se eu conheço!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:59 PM Comments:

O Palmeiras podia desencanar, sério. Na boa mesmo...

Mas se eu não desencano, porque ele, que em tese está mais diretamente envolvido com a parada, deveria? Não sei, mas seria minimamente honesto da parte deles, assumir que a gente não deveria mais ter tantas esperanças, que eles mesmos não estão assim, tãããããão afim desse negócio de ser campeão brasileiro.

Pelo menos eu acho que não temos mais jogos contra o Sport até o final do ano. Só que a gente se classificar pra Libertadores...

O Vasco levou de 3, em casa, o Edmundo não fez nada em campo, e mesmo assim, saiu ovacionado pela torcida. E não venha dizer que é coisa de torcedor do Vasco, porque eu cansei de ver isso acontecer no Palmeiras. Isso é coisa do Edmundo! Quanto será que o Alexotan, o Dodô ou outros sem carisma desembolsariam pra ter isso que o Edmundo tem?

Algum goleiro leva mais gols por baixo das pernas que o Proposta do Arsenal? Aliás, nada mais típico do Proposta: foi um dos primeiros a gritar contra a paradinha, mas na hora dele bater o pênalti, deu paradinha. É o jeito Sãopaulino de ser e viver, pra mim, tudo, pros outros, o rigor da Lei!

Agora que eu já me acostumei que o Vila vai, realmente, subir pra primeira divisão, o Goiás pelo menos resolveu dar sinais de que ali pretende ficar. Pensando bem, o Vila merece ter a sua chance, afinal de contas, Gama e Brasiliense já jogaram a Série A. Acho que o Vila vai ser o Ipatinga de 2009, mas vai ser uma excelente oportunidade de acabar de vez por todas com a falácia de que o Vila tem mais torcida que o Goiás, pois basta comparar a média de público dos dois ao longo do campeonato (os seguidores da escumalha dizem que o Campeonato Goiano não serve de parâmetro, porque no interior o Goiás tem mais torcida, e eu acho que o conceito de ESTADO abrange o interior, mas enfim, eles não sabem nem falar "tetra", vão entender de geografia?). Eu já estava dizendo que se o Goiás perdesse, eu desceria a Goiás a pé, da Praça Cívica à Praça do Bandeirante, usando só a cueca vermelha da comemoração da Libertadores de 2006, mas meu pai me aconselhou a não ficar tão animadão...

O que me leva a conclusão que, se o Goiás fica atrás do Vila em público, não tem nada que estar na Série A, caralho!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:36 AM Comments:


Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Acho que eu já escrevi aqui sobre a minha predileção sobre os jogos que terminam em 3 x 2, e provavelmente também já até citei os meus 3 x 2 favoritos. Se não fiz, vou fazer (de novo), porque esse placar realmente me fascina, com suas alternâncias e viradas:

Flamengo 3 x 2 Atlético - MG - Final do Brasileiro de 80:

É o que a minha memória registra como primeira "sensação futebolística", a primeira vez que eu me recordo de ter visto um jogo sabendo que aquilo valia um título (lembro também a falta de paciência do meu pai em me explicar POR QUE O ATLÉTICO JOGAVA PELO EMPATE???). Por isso, vou ser honesto e dizer que lembro do Zico fazendo o primeiro gol, o Zico era pra mim algo como se Deus resolvesse jogar bola, e o gol dele me pareceu um prosaico milagre de seu repertório.

Daí em diante eu não lembro muito bem, mas sei que o Reinaldo empatou. O Nunes desempatou. Meu pai, movido por um espírito de porco, resolveu que torceria pelo Atlético só pra sacanear o filho de 7 anos, e ficou maravilhado quando o Reinaldo, mancando, empatou o jogo. Logo depois ele foi expulso, e meu pai pareceu estar falando sério quando disse que o Aragão deu cartão vermelho porque ele não parava de fazer gol (até então, eu não sabia que isso era proibido).

Do gol do Nunes que nos deu o título eu me lembro muito bem! Não estou falando dos vídeo tapes que vi depois inúmeras vezes, eu lembro DA CENA! Lembro que estávamos no Edifício Montreal, redondão perto do Fórum, apê de solteiro do meu pai, com os carpetes queimados de bituca de cigarro e onde ele fazia misto-quente sem fogão, colocando álcool numa cumbuca de barro e tocando fogo, e eu achava que AQUELE era o verdadeiro misto-quente... O Nunes parou de frente pro beque, deu uma balançada, entortou o energúmeno e meio que foi pra linha de fundo, mas ao invés de cruzar, chutou. Até acho que ele errou o chute, mas a bola entrou e eu corria e gritava pelo apartamento sentindo, pela primeira vez, como era ser campeão!

Itália 3 x 2 Brasil - Copa do Mundo de 82:

O clássico que até hoje ainda dói. Não é preciso nem falar muita coisa sobre esse jogo, todo mundo que o VIVEU naquela época sabe o que significa.

A Itália abriu com Paolo Rossi, depois de uma das jogadas mais bonitas da Copa, que começou com um drible desconcertante e uma virada de jogo estilosa do Bruno Conti, um lançamento primoroso do Cabrini e a cabeçada matadora.

O Brasil empatou à altura, com um drible seco do Zico no implacável Gentille e um passe milimétrico pro Doutor colocar no improvável vazio entre o Zoff e a trave.

A Itália desempatou ainda no primeiro tempo, depois da primorosa assistência do Toninho Cerezo pro Paolo Rossi, que avançou por alguns metros sem que o Luizinho mau caráter sequer o incomodasse. Um gol com a marca do Atlético - MG.

Falcão empatou com um canudo no ângulo, mas aí... um escanteio que não foi, o Oscar afasta de cabeça, o Tardelli chuta mal, fraco, totalmente desequilibrado, e o Paolo Rossi completa pro gol.

Já no final do jogo, teve uma cobrança de falta na área, o Oscar subiu no meio da zaga italiana e cabeceou pro chão, indefensável, peraí, essa é a MINHA verdade, a história que eu vou contar pro Duda sobre essa Copa...

Flamengo 3 x 2 Atlético - MG - Semi Final do Brasileiro de 87:

É estranho imaginar que o favorito para esse jogo era o Atlético... na verdade, até o primeiro jogo, vencido pelo Flamengo por 1 x 0 no Marcanã 3 dias antes, o Atlético estava invicto no Brasileiro, ninguém sequer cogitava a hipótese do Atlético não ser o campeão brasileiro, alguns até sonhavam com uma final mineira (o Cruzeiro seria eliminado pelo Inter, no mesmo Mineirão, um dia depois, com um gol de cabeça do Amarildo, na prorrogação)!

O Flamengo jogava pelo empate no Mineirão totalmente lotado pela maioria atleticana brigando no grito com a massa rubro-negra - reduzida, é verdade, mas devidamente reforçada pelo pessoal do Cruzeiro que é Flamengo no Rio -, que passou a berrar mais forte quando o Bebeto ganhou no corpo (????????) do Vânder Luiz e cruzou pro Zico ganhar de cabeça (???????) da zaga galinácea, 1 x 0, gol do Zico! GOL DO ZICO, como é bonita essa frase...

Logo depois, um cruzamento para o meio da área, o beque do Atlético ajeita de calcanhar e o Bebeto fuzila, 2 x 0! O Mineirão estaria em silêncio se o adversário fosse qualquer outro que não o Flamengo, ouve-se das arquibancadas de onde se vende feijão tropeiro em marmitex (???????????) o velho e conhecido cântico "Ah, meu mengão, eu gosto de você..."

O Zico foi substituído quando o jogo estava 2 x 0, depois de ver o Paulo Roberto expulso depois de uma entrada criminosa e de reduzir a dignidade do Chiquinho a frangalhos com um drible desconcertante. Aí o Atlético empatou. 2 x 2. Naquele momento, o jogo tinha toda a cara de virada, o que seria uma virada histórica, a perfeita vingança da final de 80, o narrador da TV falava com emoção e temor sobre o tremor nas arquibancadas, a granja animada sonhava com a possibilidade de fazer uma final 10 anos depois de terem sido parados pelo Chicão e Valdir Peres no mesmo palco, pois mesmo com dez, o time jogava melhor! E não tínhamos mais o Zico em campo...

Aí aconteceu algo que só pode ser comparado ao Moisés abrindo o Mar Vermelho pra galera fugir do Egito: O Renato Gaúcho abriu a defesa do Atlético e avançou sem ser incomodado pelo Luizinho ou o Batista, passou pelo João Leite, rolou de leve pro fundo do gol e caiu de joelhos na bandeira de córner perante um Mineirão que parava de tremer, mas que se fossem suecos, passariam a aplaudir. Na volta ao meio-campo, jogou beijinhos pro "Mestre" Telê, que no auge de seu maucaratismo, o cortou da Copa de 86. Duplicata descontada, freguesia mantida, como o Mineirão não pertence a ninguém, o Flamengo chegou e mandou.

Brasil 3 x 2 Holanda - Copa do Mundo de 94:

De todas, foi a pior partida, futebolisticamente falando, o que não chega a ser uma surpresa quando se trata daquela Seleção do Parreira. Mas vale porque foi a partir dali que o meu sentimento de que nunca ganharíamos uma Copa começou a sofrer abalos.

O time era ruim, sejamos realistas. Bem ruim. Mas armou-se uma poderosa retranca e acenderam velas em todos os becos do país pra São Romário resolver lá na frente, e naquele jogo ele estava resolvendo, com o único gol bonito que fizemos naquela Copa, o vôo solo que foi misto de grand jetê e voadora dos filmes chineses de kung fu. Depois, se fingiu de morto e o Bebeto seguiu sozinho, driblou o goleiro pra fazer o gol que culminou na comemoração mais idota da história, mas ali eu passei a acreditar que esse negócio de ser campeão do mundo não era uma mentira que meu pai contava.

Mas durou pouco o meu otimismo: levamos um gol que resultou de uma cobrança de lateral e outro de escanteio, confirmando o medo que eu tinha do Taffarel. 2 x 2. Ia ser como em 82, contra a Itália, ou nos pênaltis, como em 86. Pouco importava, perderíamos e pronto.

Até que o Branco cavou uma falta e soltou o canhão! Como Éder em 82, como o Nelinho em 78, como o Roberto Carlos no comercial da Rider, a bola caiu de repente, passou raspando a camisa do Romário e entrou ao pé da trave...

Ganharíamos, enfim, uma Copa!

Palmeiras 3 x 2 Corinthians - Semi Final da Libertadores de 2000:

Acho que eu levaria ESSE jogo para uma ilha deserta, se fosse obrigado a responder a essa pergunta besta que costumam fazer para celebridades e quetais. Era a minha primeira semana em São Paulo, tinha chegado no domingo, fazia frio (o que eu amo) e a Laura estava a 50 minutos de mim, quase nada se comparando as 15 horas da realidade anterior.

Esse é o 3 x 2 CLÁSSICO, com duas viradas! E é claro que o jogo só vai pra ilha deserta porque ao final do 3 x 2 o Marcos pegou um pênalti do Marcelinho Carioca, e quando eu falo que essa partida valeu mais que um título, muita gente não acredita. Essa partida valeu mais que os títulos paulistas de 94 e 96, por exemplo. Valeu mais que a Mercosul, e muito mais que uns Rio-São Paulo que ganhamos na época das vacas bem gordas da Parmalat.

A minha memória recente prejudica um pouco narrar os fatos com exatidão, mas acho que o Euller fez o primeiro gol, o Luizburrão fez dois gols (um mais idiota que o outro, pra variar), e o Alexotan empatou com um golaço, quando eu fiquei pensando como seria legal se a gente conseguisse virar... mas era um "pensar a respeito" igual eu faço quando imagino o que faria se ganhasse na mega sena. Aí vem aquela cobrança de falta de longe, bola jogada na área e surge o Galeano (!!!!) livre de marcação pra matar de cabeça!!!!

3 x 2... aquele time do Corinthians era um timaço! No primeiro jogo, o 4 x 3, escapamos de um massacre por sorte e graças a mais uma atuação heróica do Marcos, ninguém se iludia a respeito dessa partida, a intenção era perder de pouco, com um mínimo de dignidade e evitar humilhações muito graves. Teve aquele episódio do Felipão no vestiário, mas enquanto as vestais ficaram putinhas, eu acho que aquilo foi determinante para a vitória, além de ser algo corriqueiro e banal, desnecessário o destaque que foi dado.

Já descrevi aqui a minha emoção quando o jogo terminou, mas até hoje eu me lembro de ter ido ao João Mendes no dia seguinte e ter achado a cidade calada, quieta, triste... o que pouco me importou, pra mim as coisas estavam acontecendo como eu sonhara: morando em São Paulo, no friozinho, perto da Laura e prestes a ser bi-campeão da Libertadores!

É sempre bom saber curtir esses momentos até que apareça um Boca Juniors ou um Riquelme pra estragar tudo...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:34 AM Comments:


Quarta-feira, Setembro 03, 2008

Acho que Nei Lisboa ainda é um dos meus últimos "trunfos", e aqui eu adoto trunfo como aquela coisa que alguém não conhece e você mostra. Devo confessar que antigamente era muito mais legal, e o último "fenômeno" desse tipo que eu me lembro foi o "Belle and Sebastian". Sim, eu sei que não é a mais bacana das atitudes isso de curtir alguma coisa na surdina e, quando o resto do mundo começar a descobrir, primeiro sorrir de lado e depois se emputecer, por ouvir o mesmo tipo de som que a escumalha. Mas é assim. "Somos" assim e eu acho que nunca usei tantas aspas num começo de texto, daqui pra frente eu deixo ao seu alvedrio a colocação (ou não) das próximas aspas, e prometo, na medida do possível, não mais usar palavras como alvedrio.

O fato (I) é que eu apliquei Nei Lisboa no Giba, via Simone Capeto, e como era de se esperar, ele fissurou. Gravei num CD tudo o que eu tenho de Nei Lisboa e levei pra ele, ouvimos em uma abreviada tarde edicular e fico com uma sensação bacana de dever cumprido (cabiam umas aspas aqui, não cabiam?).

O fato (II) é que está estreando mais uma peça afudê em São Paulo, do meu soul friend Paulo F., não por acaso, o cara que me aplicou Nei Lisboa. O curioso é que não foi o músico, e sim o cronista, pois ele me mandou um texto em que o Nei finaliza dizendo que "E espero ter perdido definitivamente, para o bem do coração tanto quanto da cabeça - e ainda que ele venha a se confirmar no final -, a mania de me entusiasmar com o Inter em início de campeonato".

O texto veio num e-mail com sub-título Parece um texto de um certo Randini, em agosto de 2005, e da minha pergunta "who the fucking hell is Nei Lisboa?" até hoje, vem mais uma boa surpresa, que é a peça do Paulo com músicas do Nei!

E não só isso! A peça do Paulo, com músicas do Nei, e a minha amiga atriz que eu nunca vi no palco, a Marina Franco!

São De Cera As Luzes da Cidade



Escrito e Dirigido por Paulo F



Na Sala Miriam Muniz do Teatro Ruth Escobar, estréia dia 12 de setembro!



Com Paulinho Faria e Marina Franco!



Músicas do Nei Lisboa!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:12 AM Comments:


Terça-feira, Setembro 02, 2008

Tombstone, My Darling Clementine, Gunfight at The OK Corral...

E sem fugir muito do tema, encaixei "O Homem Que Matou O Facínora" pro meio - por alguma razão que me foge, eu dei esse DVD pro Mário uma vez, ele me falou que não tinha e eu achei que era meio a cara dele o personagem do John Wayne nesse filme -acabei chegando a uma conclusão meio sui generis: Wyatt Earp e Doc Holliday me parecem Pelé e Garrincha das histórias de "cobói".

postado por: Randall Ferreira Neto 7:07 PM Comments:

"Atrás da porta
Guardo os meus sapatos
Na gaveta do armário
Coloco minhas roupas
Na estante da sala
Vejo muitos livros
E a geladeira conserva o sabor das refeições
Minha casa é meu reino

Mas eu preciso de outros sapatos
De outras roupas, outros temperos
Para formar minhas ideias e meus sentimentos
Eu sou a soma de tudo que vejo
E minha casa é um espelho
Onde a noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas
Sem saber porque

É porque trago tudo de fora
Violência e dúvida, dinheiro e fé
Trago a imagem de todas as ruas por onde passo
E de alguém que nem sei quem é
E que provavelmente eu não vou mais ver
Mas mesmo assim ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino

É porque trago tudo de fora
E minha casa é um espelho
Trago a imagem de todas as ruas
Eu sou a soma de tudo que vejo
Mas mesmo assim, ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino"

"E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vou revidar..."

"I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain about my wounded heart

Just wait till tomorrow
I guess that's what they all say
Just before they fall apart"

postado por: Randall Ferreira Neto 7:00 PM Comments:

Quando você precisa, em virtude de pesadelo, intuição e interpretação dos fatos, dormir com a porta do quarto trancada, é hora de pensar melhor a respeito das decisões tomadas... o que não dá é pra se sentir habitante da mesma casa que um Jorginho da Rua Cuba, até porque você mora na Avenida Caribe.

Caribe, Cuba...

Os pais do Jorginho e da Suzane Von Richtoffen devem jogar animadas partidas de tranca no além, provavelmente ainda torcendo pros filhinhos não irem pra cadeia, tadinhos. Acho que não consigo pensar em exemplo MELHOR de pais que efetivamente pagaram por seus erros na (má) criação. Pena que eles não puderam fazer nada de produtivo com a "lição"...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:36 AM Comments:


Segunda-feira, Setembro 01, 2008

Ao longo da vida, me envolvi em algumas discussões bastante idiotas, agora me ocorrem duas:

Epcot Center, fila do brinquedo idiota da Noruega, eu bati boca com o Le Clerk por causa de um bongô:

- Por que você comprou esse bongô?
- Eu sempre quis ter um bongô.
- Se você não tivesse comprado esse bongô, teria dinheiro pra ir no Sea World.
- Mas eu não vou no Sea World por que EU NÃO QUERO.
- Você não quer admitir que não vai porque não tem dinheiro, mas se não tivesse comprado o bongô...
- Eu não quero ver baleia e foca, detesto isso, eu não vou no Sea World nem se me pagarem cachê!
- Você foi pra saber?
- Cara, quem é você pra me encher o saco? Gastou o equivalente a 5 bongôs com baralhinho idiota de jogo de nerd!
- Mas eu tenho dinheiro, não vai me fazer falta, e você não poderia ter gasto com esse bongô...

Tava um calor do cão, o brinquedo era idiota e a gente já sabia que era idiota, e aparentemente não dava pra sair fora da fila, estávamos no equivalente ao meio do caminho. O Pescoço e o The Pelvis não sabiam onde enfiar a cara, o resto da fila provavelmente achou que éramos russos, vociferando naquela língua desconhecida onde a estranha palavra BONGÔ aparecia várias vezes... e até hoje, quando eu me lembro, não sei como não enchi a cara do Le Clerk de porrada!

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Uma Delegacia idiota de Sorocaba, sábado na hora do almoço, pequeno briefing: a cliente da minha sócia era casada com um cara que largou ela pra ficar com uma puta (ou dona de puteiro, algo assim), não pagava pensão e queria visitar a filha. Arrumou um advogado frequentador do estabelecimento da atual esposa, armaram um puta rolo e foi todo mundo parar na Delegacia. Chega o Randall. O Delegado com uma puta cara de tédio assiste ao bate-boca:

- Doutora, eu não vou levar em consideração o que a senhora falou, não considero advogado formado na UNIP.
- Como o senhor pode afirmar que eu me formei na UNIP?
- Onde a senhora estudou?
- Na UNIP, mas...
- Tá na cara.

O Delegado riu. Pediu pra puta sair da sala e ficar só os pais com os advogados, a puta disse que ia ficar porque era advogada também. Randas não se segurou:

- Você não é advogada.
- Eu sou estudante de direito!
- Isso não é profissão, eu sei muito bem qual é a sua profissão!

A advogada da puta ficou loucona e foi reclamar com o Delegado:

- Doutor, ele chamou a minha cliente de prostituta!!!!!
- Eu não ouvi isso, doutora, ele disse que sabe qual é a profissão dela. (se dirigindo á puta) A senhora, por acaso, é prostituta?

Sei que nem era muito bróder do Giba na época, mas liguei pra ele e disse "acho que fiz uma merda, brou..."

Acabou dando tudo certo, apesar de eu ter angariado uma certa fama de imprudente e inconsequente, com uma certa dose de razão.

Um dia eu ainda paro com essas discussões idiotas...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:43 AM Comments:


Sexta-feira, Agosto 29, 2008

PRIMEIRA CHAMADA



Se o meu pai soubesse o que é o Desconcertos, o comentário dele quando eu o convidasse seria, sem a menor sombra de dúvida, esse:

- Mas eles convidam QUALQUER UM pra esse trem aí?

Pois é, coroa, o seu filho gauche vai lá na Casa das Rosas ler algumas coisas, seria do caralho se você pudesse estar lá. Seria do caralho se um monte de gente estivesse lá. Alguns não podem pela distância e compromissos inadiáveis. Mas eu queria ver um monte de gente lá. Alguns que não forem, eu vou "ver" do mesmo jeito...

postado por: Randall Ferreira Neto 5:55 PM Comments:


Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Diálogos místicos com o meu amigo ateu, agnóstico e cético:

- Cara, se eu fosse Deus, ia ser muito mal humorado.
- Se você fosse Deus, dentre todas as coisas que você poderia fazer, a primeira que lhe ocorre é o mau humor?
- Pois é... você sabia que existe um negócio que chama "Missa da Cura"?
- Como é isso?
- Acho que é uma missa especial pra rapaziada ir lá pedir pra Deus curar alguém, e eu imagino que deve ser frequentada basicamente por pessoas que não colocam o pé numa igreja ou fazem uma oração há séculos! Eu imagino se eu fosse Deus, vendo aquelas pessoas que não se lembram de mim há tanto tempo, se juntando pra me pedir um favor...
- Sem falar que, se você acredita em Deus, deve acreditar nos conceitos de onipresença e onisciência Dele, né? Ou seja, ele SABE daquilo que você está indo lá na missa da cura contar pra ele. Costumam tratar Deus como se ele fosse o C.E.O. de uma grande empresa, que depende de memorandos pra tomar alguma decisão...

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- Uma amiga minha suspeita que fizeram uma macumba contra ela.
- Que bizarro!
- Eu falei pra ela descobrir quem fez a macumba.
- Você acredita em macumba?
- Claro que não, mas a pessoa que fez a macumba acredita! E quem se propõe a fazer algo desse tipo contra alguém tá com um ânimo no mínimo belicoso, é bom saber quem é, pra ficar esperto.

No creo en las brujas; pero que las hay, las hay...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:31 PM Comments:

Eu tomei um baita susto quando vi na Playboy esse lançamento:



Eu acompanhava a "Menina Infinito" desde os tempos da Mosh, e num dos meus delírios eu acho que até mandei um e-mail pro Fábio Lyra pedindo pra ele desenhar a Fernanda (Clichê de Verão), que foi a minha versão da "Menina Infinito".

Eu tenho esses delírios e pretensões, tanto que mandei outro e-mail pro cara, dizendo que o meu Mojo Book que não virou dos Stone Roses foi concebido pra ser uma HQ...

postado por: Randall Ferreira Neto 6:31 PM Comments:

Precisão cirúrgica do comentário do Juca Kfouri, não sei porque me lembrei do Pierre quando eu li:

"Ficar atrás no quadro de medalhas de países ainda piores como Jamaica, Quênia ou Etiópia é tão circunstancial como ficar adiante da Nova Zelândia, da Suécia ou do Chile.

Porque o Brasil não é pior que o trio que o superou nem muito menos melhor do que o que ficou atrás, simplesmente porque os primeiros também têm seus fenômenos e os últimos têm outras prioridades."

postado por: Randall Ferreira Neto 6:25 PM Comments:


Quarta-feira, Agosto 27, 2008

Eu tava relendo pela milionésima vez o texto "Referências", do Marcelo Montenegro, e acabei pensando em algo que tem a ver com o que escrevi no post anterior, mas a cena que melhor resume a expressão "pensar nas consequências" é de "Os Imperdoáveis", quando o Clint Eastwood vai matar o Gene Hackman depois que ele mata o Morgan Freeman e o pendura na porta do seu Saloon; nessa hora, alguém tenta convencê-lo do contrário, dizendo que o Gene Hackman está desarmado.

- Ele deveria ter se armado, quando resolveu decorar o bar com o cadáver do meu amigo.

Sobre AMIZADE, mais uma vez vou ao faroeste e lembro de quando perguntam ao Doc Holliday porque ele vai abraçar o B.O. do Wyatt Earp contra o Johnny Ringo:

- Porque ele é meu amigo.
- Só por isso? Eu tenho um monte de amigos!
- Eu não!

E eu quero ver se consigo seguir o conselho de um bróder:

"Randall, não tente mostrar a realidade a quem acostumou se enxergar naqueles espelhos da Casa Maluca do Playcenter".

postado por: Randall Ferreira Neto 8:55 AM Comments:


Segunda-feira, Agosto 25, 2008

Roubei do Pró-Álcool:

"Você pode evitar descendentes. Mas não há nenhuma pílula para evitar certos antepassados" (Millôr)

Simplesmente do caralho o raciocínio, mas o que eu fico pensando é numa expansão da eficácia da pílula e ver se rola de eliminar uns colaterais, também...

Eu tenho uma baita dificuldade, confesso. Uma dificuldade de me sentir confortável em determinadas situações em que todo mundo trata determinada pessoa de forma normal, riem das piadas dele, escutam o que o sujeito fala, enfim, como se ele fosse alguém que não devesse estar apartado do convívio social.

Nessas horas, não penso no Daniel Dantas, nem no Naji Nahas ou o Cacciola, penso naquele jornalista do Estadão que matou a namorada e tá soltão por aí. Ontem mesmo, provavelmente estaria numa festa com um copo de uísque na mão, contando piadas engraçadíssimas e gargalhando em família. Idem os pleibas que botaram fogo no índio, os (hoje) médicos que mataram o japinha na piscina da USP, aqueles caras que espancaram uma empregada doméstica, acho que todos eles, em família, divertem pessoas, namoram, desfrutam as benesses de uma vida bem nascida enquanto a cadeia não vem. E não vem. Daí que o patriarca de alguma dessas famílias brada que o Naji Nahas, o Cacciola e o Daniel Dantas tinham que estar presos, esses mesmos patriarcas que um dia sentaram na frente de um Delegado e perguntaram "Vai custar quanto"?

É exatamente a mesma coisa, em maior ou menor escala, tudo uma reles questão de cifra, mas a liberdade ter um "preço", à revelia da Lei, da ética, da moral e do bom senso, eu entendo. O que eu não entendo é que, além da "liberdade", venha o silêncio, a leniência, a pressa em transformar qualquer assunto em tabu pra não pintar climão, enfim, tudo aquilo que é feito nas mais altas esferas da corrupção, é repetido no seio das famílias de classe média (alta, baixa, gorda, magra...).

O meu argumento é muito cabotino, mas lembro de uma aula de religião no Agostiniano, era perto do dia das mães e aproveitaram pra falar da mãe de Jesus, e a professora falou que a mãe é a primeira ADVOGADA do filho... estranho, porque a minha sempre foi a primeira a vir com o dedo em riste ACUSANDO, normalmente sem muito direito à defesa. Meu pai, com o jeitão dele, de Juiz sem muita paciência pra ouvir conversa fiada de réu, acabou compondo o resto dessa trindade "manca", e se eu cresci desprovido da ampla defesa e do contraditório, acabei me tornando um adulto intolerante. Tenho ainda no lombo as marcas de cada estalo do chicote dos meus erros, por isso fico tão maluco quando vejo a mão passando na cabeça e os panos quentes.

A Laura me pede paciência e compreensão, porque esse tipo de Coisa um dia já foi como o Duda, só inocência e sorrisos e barulhinhos e sílabas; eu até compreendo, claro, mas aí dá um puta medo de que o Duda, um dia, vire esse tipo de Coisa... e se isso acontecer, será que eu vou ficar tentando adivinhar onde foi que eu errei antes de perguntar pro Delegado "Quanto vai me custar"? Eu costumo dizer que o Duda vai saber que, por piores que sejam as ameaças que o Delegado, polícia ou outros presos fizerem, eu vou fazer pior. Mas vai saber, né?

"Serás hipócrita nas festividades familiares" é o Primeiro Mandamento da tábua da Classe Média, todo mundo meio misturado pra disfarçar melhor, o que espanca empregada doméstica e o que bota fogo no índio e o que mata namorada e atropela traveco e vai atrás de uma pastilha da melhor qualidade pros amigos criados a leite com pêra nos Country Clubs espalhados pelo país, escolas particulares, cursos de inglês, mamãe indo buscar no colégio e escondendo do pai os primeiros passos rumo à delinquência, todo mundo ali rindo a milhão, quem sabe ainda não convidam um traste desses pra ser padrinho de casamento de alguém?

Eu só fico querendo ir embora, sair correndo, tampar o nariz e ligar o som no máximo, enquanto a rapaziada deve rir nas minhas costas, esse otário que precisa TRABALHAR, ha ha ha, quem mandou não ter pai rico?

É Pai, você tava certo o tempo todo sobre essas coisas...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:49 PM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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