Quarta-feira, Julho 01, 2009

- Randall, até quando?
- Até quando o quê, Laura?
- Você sabe...

Fudeu! 10 anos de relacionamento, 6 de casamento, um filho, 3 mudanças de cidade, são muitos "até quando?" pendentes. Odeio essas situações...

- Esse cabelo, Randall, até quando? Você precisa cortar isso urgente! E essa barba, eu reclamo do cabelo, você não corta e ainda deixa a barba crescer, você não tem conserto!
- É que tá foda...
- Tá, tá foda! E o pior é que você vai chegar um dia com a cabeça raspada de novo, por que você não corta do jeito que eu gosto?

Eu não entendo essa fissura com cabelo! Quando é com o cabelo dela, beleza, mas porra, deixa o meu cabelo! Achei que era um bom momento pra abordar um assunto interessante:

- Eu tirei a pulseirinha amarela do Lance Armstrong há 4 semanas e você não notou!
- Tirou nada!

E tirei. Não só tirei, como fiz questão de mostrar uma foto tirada 4 semanas antes, sem o adereço. Ela passou os últimos 3 anos me azucrinando TODA SEMANA, às vezes duas vezes na mesma semana pra eu tirar aquilo, e quando eu tiro, não nota.

- Isso prova a minha teoria: você adora observar um mau hábito, mas é incapaz de notar quando esse mau hábito é abandonado.

Achei que tinha vencido a primeira discussão em 10 anos, mas esqueci que se tratava de uma sagitariana:

- Isso é por todas as vezes em que eu mudei o cabelo e você não notou!

Cabelo, cabelo, cabelo! Fico pensando no coitado do Duda, como vai sofrer na mão dela, pois tem uma fase na vida da criança ali entre os 5 e os 36 anos, em que inexiste preocupação com o cabelo, mas deixa os sagitarianos se entenderem.

Só pra finalizar, mas sem deixar de falar em cabelo, eu queria saber porque razão é super normal ela gastar 500 paus pra fazer uma escova progressiva californiana com chocolate, aroma frutado e retrogosto levemente amadeirado, e eu não posso gastar a mesma grana pra tatuar um Wolverine irado na panturrilha...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:10 PM Comments:


Sábado, Junho 13, 2009

Eu sempre fui muito de música. Senti uma certa falta quando parei de pegar o fretado pra ir a pé pro trabalho porque ia ficar sem ouvir música, apesar de ser esse um prejuízo irrisório em face das outras vantagens. Daí, quando veio esse lance de encarar a Castello todo dia, meu lado Poliana pensou na hora: "pronto, vou ter pelo duas horas por dia pra ouvir muita música". Me pus a imaginar coletâneas e a ouvir, enfim, TUDO o que o Pescoço gravou pra mim nos últimos tempos.

Qual o quê!

Até Los Hermanos eu voltei a escutar, sempre tentando esquecer que ele cantou com a Sandy, com a Ivete Sangalo e das entrevistas que ele dá. "Ventura" é uma obra prima, pra mim. Legião, Cazuza, Engenheiros do Hawaii, muito Bob Dylan e Chico Buarque, nada de novo. Nada.

Aí eu descobri que em muitos dias, de saco cheio, eu não queria ouvir absolutamente nada, que até as minhas canções mais queridas me irritavam profundamente. E me acostumei com o silêncio. Até descobrir o Thaikovsky e o Beethoven. Bom, nunca tive um disco de música clássica em casa, até que veio esse disco junto com a Bravo, que começa com a Quinta Sinfonia, linda! Coloquei no carro e deixei tocar. Na semana seguinte, Thaikovsky, e pra minha sorte, Abertura 1812, uma das provas mais cabais que Deus existe. Tenho ouvido isso, independente do meu humor, isso consegue ser muito melhor do que o silêncio...

Canhões, cara, canhões...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:00 PM Comments:


Segunda-feira, Junho 01, 2009

Rafa, ando muito ocupado. Trabalhando muito, como nunca antes na minha vida, cada vez em horários mais exóticos. Estou há mais de um mês lendo "Frenesi Polissilábico", um gerúndio nunca durou tanto em se tratando de um livro do Nick Hornby. Estou com "O Lutador" na minha mochila desde quarta feira e nada. Assisti ao fiasco do Palmeiras na quinta e nem pra registrar aqui o meu ódio.

Fui pra Goiânia. A trabalho. Mas tão a trabalho que não consegui ver minha vó. Sim, existe um tanto de descuido aí, de ter acordado tarde no sábado e não ter prestado atenção enquanto as fatias de picanha iam e vinham junto com o arroz com pequi, o fato é que não deu, simplesmente. Trabalhei no sábado e no domingo, ainda estou na empresa, com uma gripe do tipo que há muito eu não pegava...

Encontrei a Fernanda no Extra, enquanto comprava comida pro pessoal do evento. Sim, ela se mostrou muito surpresa. Não sabia que eu tive um filho! E precisou explicar pro namorado / marido / whatever quem eu era. Engraçado isso, mas acho que ela ainda dispensa explicações para as pessoas que me conhecem, um dia eu posso dizer "essa aqui é a Fernanda" e todo mundo vai saber quem é. Ok, é até compreensível que ela tenha que explicar pra alguém quem eu sou, de repente eu até pego uma carona na explicação...

De hoje até o feriado vai ser foda. E eu só vou ver meu filho acordado na quarta feira...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:46 PM Comments:


Sexta-feira, Maio 22, 2009

- Por que o Duda tá assistindo "Mama Mia"?
- Ele adora, principalmente a parte de "Danning Queen"!
- Sei...

Coincidência ou não, o Filme da Coleção da Folha de hoje é "Os Doze Condenados", puta filme, e nada como Lee Marvin pruma hora dessas.

- O que é essa porra aqui, Lau? Aqua Termale...
- Ah, é super legal - ela pega o spray e vem pra cima - fecha os olhos!

Sério, foi muito rápido e ela já borrifou o troço na minha cara, como se fosse um spray de pimenta. Tudo bem que meu casamento já viveu fases que o spray de pimenta poderia ter sido cogitado, mas se bem que nessas fases não teria rolado o "fecha os olhos" de advertência.

Eu não entendi direito o que é exatamente o baguio, e é foda admitir, não sendo o Beckham, que dá uma sensação de refrescância na cara...

Mas a Laura me falou que dá pra usar como loção após barba. Será que vai pegar mal, já que eu nunca usei porra nenhuma após barba?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:18 PM Comments:


Terça-feira, Maio 19, 2009

No meio de um dia sem muita graça, me deparo com isso aqui:

"Ontem peguei o trem com o Mangabeira Unger e o Edvar Simões. Fico brincando comigo mesmo de descobrir sósias e híbridos entre os passageiros. Vi no blog do Carcarah o top ten das invasões de palco. Engraçado que sempre associei a famosa guitarrada do Keith Richards ao chute que o Serginho Chulapa deu no Leão aquela vez. E quem há de negar que o Chulapa é uma espécie de Keith Richards do futebol? Já o Madson, do Santos, é o meu amigo e cenotécnico Régis Santos escrito."

O Marcelo Montenegro tem a capacidade de me surpreender sempre. Do nada. O que não deveria acontecer, pois em se tratando dele, o normal seria vir algo genial SEMPRE, mas acho que ele é como o Ronaldo.

Sei que ele, além de gênio e fidalgo, é sempre garantia de bom papo por muito tempo num boteco, e hoje em dia, isso não é pra qualquer um! E se tem uma coisa que o Marcelinho NÃO é, é qualquer um!

postado por: Randall Ferreira Neto 6:44 PM Comments:


Segunda-feira, Maio 18, 2009

Camiseta com bolso... o que você acha disso?

O dia 17 de maio nunca foi um dia comum nesse blog, que começou em setembro de 2002, logo, o primeiro 17 de maio da história do Febre Alta já foi o meu casamento, 6 anos atrás. Exatos 6 anos atrás, que acabou marcando o total eclipse do meu aniversário, no dia seguinte. Foi engraçado, porque foi a primeira vez nos meus 30 anos de vida em que ninguém me ligou pra dar os parabéns, nem me deu um presente sequer. Tudo bem que a maioria esteve no meu casamento e me deu presente de casamento, mas foi estranho, 29 anos de condicionamento, instinto atávico, algo assim, saca?

De lá pra cá, teve um arroz com suan no Giba, pizza no Conjunto Nacional em momento "Domingos de Oliveira", festinha tradicional na sogra, almoço com batizado do Duda, mas nunca passou em branco, totalmente em branco. Nem o dia 17.

A coisa ia acabar passando e eu não registraria nada, assim como não consegui falar do aniversário duplo em 11/05 dos meus bróders Paulo F e Fefas, o pai do Evairzinho, do alto dos seus 43 anos e pronto pra ver o Verdão ser bi campeão da Libertadores! Eu falei pra ele que Evair Davi é mais massa que Davi Evair, mas...

E o que a camiseta com bolso tem a ver com essa história toda?

É que a Laura me deu duas camisetas de manga comprida, com bolso. Como o troglodita aqui reagiu? Dizendo que não gosta de camiseta de manga comprida, nem com bolso. Acho que deve ter rolado algo do tipo "você está cansada de saber que eu não gosto de camiseta de manga comprida, nem de camiseta com bolso!!!!" - ou alguma variação disso, que, de qualquer forma, falta com a verdade.

Primeiro, porque ela falou, muito sabiamente, que quando me conheceu eu usava camisetas de manga comprida, e não vale a pena argumentar que foi uma fase, que eu comecei a namorar com ela numa época de frio e, vindo de Goiânia, precisava de roupas mais quentinhas, que depois disso nunca mais comprei camisetas de manga comprida, enfim, não havia nada que evidenciasse que eu não curto camisetas de manga comprida - até porque, no meu aniversário do ano passado ela me deu duas, que eu não só não reclamei, como uso bastante, mesmo no calor, pois são maneiríssimas!

Mas o bolso... camiseta com bolso é foda! Primeiro porque me lembra meu pai e não estou querendo dizer que não gosto de lembrar do meu pai, mas essa lembrança, de que ele só comprava camiseta com bolso por causa do cigarro, não é legal. E nem é por causa do cigarro, mas esteticamente é feio, fica um volume estranho, um papelzinho pra fora, sem falar nos engenheiros, saca? Aquele pessoal que usa calça jeans com sapato mocassin, cinto, camiseta pra dentro, COM BOLSO pra caber a calculadora e uma lapiseira pentel amarela...

Eu sou chato pra caralho! As camisetas são - mais uma vez - maneiríssimas e eu só consegui reclamar do fato de serem de manga comprida com bolso, como que querendo descontar nela o fato do meu corpo simplesmente inviabilizar 99% das roupas que eu gostaria de usar.

Acho que deve ter um monte de pessoas maneiríssimas ao meu redor, e eu sigo reparando apenas no "bolso" ou nas mangas compridas.

36 é um ano depois da metade, se o meu número realmente for 70, conforme as estatísticas, e talvez seja uma boa hora pra começar a praticar algumas mudanças, se eu quiser contnuar comemorando as duas datas vizinhas!

postado por: Randall Ferreira Neto 6:19 PM Comments:


Quinta-feira, Maio 14, 2009

Eu ainda não consegui parar pra escrever um texto que consiga, minimamente, registrar o que o São Marcos fez na última terça feira e seus respectivos reflexos, por isso, colo aqui um texto bacanérrimo que a Fabi Vajman escreveu:

COM VASELINA E JEITO SE COME O CU DE QUALQUER SUJEITO, DIRIA O VELHO E SÁBIO DITADO

"Não sei quanto à vocês, mas eu nunca aprendi nada ouvindo elogios. Claro que com isso eu não quero dizer que se deva sair espinafrando as pessoas pra que elas aprendam isso ou aquilo, mas eu acredito que se pode dizer qualquer coisa, por mais desagradável que seja, desde que com jeitinho. Mais do que isso, acredito que devemos dizer essas coisas desagradáveis, às vezes - às vezes, eu disse. Acho que as pessoas têm que saber que não estão agradando aqui ou ali, que não estão agindo da melhor maneira nisso ou naquilo. Penso que devemos avisar quando estão pisando no nosso calo. Engolir sapo dá câncer. Ver nêgo se estabacar fazendo merda na vida dá insônia. Pra gente e pra eles.

Eu engoli muito sapo, paguei muito pato e muito mico, vi gente querida fazendo merda e até me magoando e não disse nada por medo de machucar dizendo coisas que eu acreditava ser desgradáveis. Devemos então ser "agradáveis" e deixar gente querida se fuder, ou nos magoar sem perceber? É claro que nem todo mundo tá a fins de ouvir e é mais claro ainda que nem sempre quem mete o dedo na ferida alheia tá com a razão. Então não vou sair por aí indiscriminadamente julgando e prevenindo as pessoas contra si mesmas. Nem eu, tão acusada ultimamente de esnobismo, nariz empinado, grosseria e insensibilidade tenho tamanha prepotência. Mas eu vou sim explicar praquele cara porque eu não tô a fins de passar outra noite com ele. Vou mesmo avisar a minha amiga que ela está prestes a dançar com o namorado porque enche demais o saco dele. Claro que eu vou botar os pés daquela mina que eu adoro e que tá surtando no chão e provar que o mundo não acabou e que ela tem que começar a usar o cérebro, por mais dura que eu tenha que ser com ela. Não vou defender a minha amiga que estava errada naquele acidente (mas vou ficar com ela até o fim). É óbvio que eu vou avisar o meu amigo que ele ta com um puta dum cecê e que é melhor ele dar uma chegadinha no banheiro.

Relendo uns textos que eu escrevi há um tempo pra alguém que eu gostei muito, concluo que ter sido mais amiga, delicada e sensível do que eu fui teria sido impossível, senão eu não teria conseguido ser clara. Vi, aliviada, que eu realmente não dei motivo pra reações tão defensivas, que as alfinetadas que eu recebi depois foram despropositadas em último grau e que as mágoas que eu vi brotar depois não foram plantadas por mim, mas sim cultivadas cuidadosamente (talvez por anos) antes mesmo que eu aparecesse na área. Por acaso elas germinaram justamente quando eu dei no pé, ao ver que a minha clareza não foi suficiente. E falando em plantar e dar no pé, que é coisa de fruta (um trocadilho infame não poderia faltar num dia como hoje), andei colhendo umas doces e deliciosas, como esse tufão que passou por aqui e acabou de ir embora seguir um outro caminho que eu, cautelosamente, não quis acompanhar, mas que antes de partir descabelou a minha vida, a minha casa, a minha rotina, a minha alma e o meu coração.

E, pra falar a verdade, acho que as coisas ficam bem melhores assim, descabeladas."

A Fabi é bem assim, mesmo. Pra quem não sabe, ela é a atriz da minha peça, e ficamos sem ator. Olha a pergunta dela:

- Randall, eu vou procurar um ator, mas precisa ser alguém assim como você ou posso pensar em alguém bonito e gostoso?

postado por: Randall Ferreira Neto 6:37 PM Comments:


Quarta-feira, Maio 13, 2009

Pode parecer um tanto açodado, mas tou começando a acreditar que dá. Com um monte de coisa meio estranha rolando em muito inferno pra pouco astral, pelo menos o Palmeiras tá fazendo a parte dele - e hoje eu não consegui assistir o jogo, mas confirmei minha vocação de pé frio, liguei pro Fefas pra saber o resultado e, assim que ele desligou o telefone comigo, o Time Mau Caráter foi eliminado! Agora eu parei pra pensar que já falei tantas vezes de quando ganhamos a Libertadores em 99 eu tava num ônibus vindo ver a Laura, e talvez esse fator tenha contribuído para o nosso título. O que fazer?

Bom, dá pra dizer que agora começa a Libertadores de verdade, porque tava a maior cara de Copa do Brasil, fala aí! Alguém imagina o Daniel Paulista dando uma volta olímpica no Centenário de Montevidéu? O Magrão pegando pênalti na Bombonera? Mas o Sport pode manter vivas as esperanças de título, pois eles nem sempre precisam jogar um campeonato pra se dizerem campeões, né?

Falando de Libertadores de verdade, agora que já nos livramos desse inconveniente, fico pensando no time de 99 em comparação a esse: De cara, ambos tem o Marcos, e isso é sempre bom! Entre Diego Souza e Paulo Nunes, fico com o primeiro, mas se a comparação for com Williams ou Marquinhos, eu acho que prefiro jogar com 10. Apesar do Keirrison ser um bosta, é melhor que o Oséias, só que não temos um reserva como o Evair, nem um cara pra cadenciar como o Zinho, ou um César Sampaio. Entre o Alexotan e o Cleiton Xavier, fico com o empate técnico, ambos me dão a sensação de que poderiam jogar muito mais se estivessem a fim. Tínhamos o Arce e o Júnior, né? É... Mas se a defesa de hoje não inspira muita confiança, cacete, a daquele time foi campeã com Júnior Baiano e Roque Jr.

JÚNIOR

BAIANO


O Fefas falou sobre planos de vingança pegando o Boca na semi e os Bambis na final, e até acho que deveríamos ter levado esse papo depois do jogo, pois o castigo veio a cavalo, mas a ideia me agrada muito, ainda mais esse futebolzinho meia boca que as meninas da Vila Sônia andam jogando.

Bom, eu tou começando a achar que dá...

postado por: Randall Ferreira Neto 12:14 AM Comments:


Sexta-feira, Maio 08, 2009

Quando a Laura me fala em ter outro filho, eu sou contra. De cara. O argumento mais batido que eu uso é que sou contra irmãos. Não gosto mesmo, muitas vezes aguenta-se um baita filho da puta porque "é meu irmão". Não suportaria a convivência compulsória com um cretino, não quero isso pro meu filho.

Retórica.

Na boa, acredito em tudo isso, mas o fato é outro: eu não quero ter OUTRO filho. Eu não estou disposto a passar por tudo de novo, sem hipocrisia. Ter filho é maravilhoso, não consigo imaginar a minha vida sem o Duda, mas eu não quero passar por isso de novo! Vai perguntar pra algum desembargador se ele quer ficar sem grana e estudar pra concurso de juiz de novo?! Ou prum aposentado se ele quer trampar mais 35 anos! É foda! E eu tenho medo de não estar fazendo direito com um, e de foder tudo com 2 ou 3, então, sem mais crianças.

Eu odeio Hipoglós. Sempre odiei! Não suporto o cheiro, encostar em Hipoglós então, era algo tá cruel quanto riscar um fósforo, e hoje, pelo menos uma vez por dia, eu tenho que lambuzar meu dedo nessa substância horrível e passar na bunda do meu filho! E não pense você que isso é algo do tipo "Hey, eu quebrei minhas couraças e superei meus bodes com o Hipoglós graças ao meu filho", nada disso! É mais algo como uma carta na manga que usarei quando aos 17 / 18 anos, ele estiver tendo uma briga comigo, e eu falar "Por você, seu ingrato, eu peguei em Hipoglós!!!!". E pretendo nunca mais chegar perto disso depois que ele se libertar dessa substância. A não ser que eu tenha outro filho, portanto...

O Nick Hornby fala no "Frenesi Polissilábico" que um presente muito interessante que os maridos poderiam pedir às esposas seria um Vale Leitura, que lhe desse o direito de ler por uma hora diária, na hora em que as crianças estiverem acordadas! E é bem por aí mesmo, se fodam hipócritas! Dá um puta dum trampo. Mas volto a dizer que é sensacional, ter um filho foi disparado a melhor coisa que me aconteceu, pois eu vejo ele crescendo e todo dia é um barato diferente, ontem mesmo ele aprendeu a falar "Papai". E por mais que eu ache do caralho ele me chamar de "Bábo", tem uma sonoridade alucinante ouvir "Papai" eximiamente pronunciado pelo seu filho.

Brincar com ele, por exemplo, vinha sendo um problema. Nada de grave, mas um problema. Vamos dizer, já que estamos num swell de sinceridade, que é um pouco "chato", ou que, por assim dizer, as brincadeiras dele não são lá muito estimulantes (subir todas as escadas, abrir gavetas, subir no barzinho, tentar se atirar de cabeça do sofá) pra mim. Até que a gente jogou bola na sexta feira. JOGOU BOLA, o termo tá correto! No quintal, ele chutava bola pra mim, e desconfio que o Duda seja canhoto. Ele corre com a bola, saca? "Corre" é exagero, mas dá passinhos mais rápidos chutando a bola, e teve uma hora em que eu fiquei parado como se fosse um goleiro e quando ele veio na minha direção "com a bola dominada", sorrindo, caralho, foi inacreditável! Acho que meu pai jogou bola comigo uma vez, e eu me lembro exatamente como foi: no campo oficial do Jardim Atlântico, eu no gol e ele chutando pênaltis. Chutou uns dois ou três, no máximo. E quis ir embora. Sou capaz de dizer que ficaria ali o dia inteiro com o o Duda, até o sol se por, se ele quisesse chutar bolas em mim. Será que nesse caso, vai ser ele que não vai querer jogar bola comigo? Será que o problema sou eu?

Devo dizer que a brincadeira acabou quando eu resolvi dar uma sequência de dribles na vaca nele, que se irritou de uma maneira que me fez pensar que, se ele deu sorte ao sair parecido com a mãe, deu azar ao puxar o espírito esportivo do pai. Mas na hora em que ele veio correndo na minha direção, foi inevitável pensar nos últimos versos de Melodrama Blues do meu bróder Marcelo Montenegro, com quem divido essas paradas de paternidade, e com certeza deve desfrutar esse indescritível prazer de chutar uma bola pra mais longe...

postado por: Randall Ferreira Neto 12:25 AM Comments:


Quinta-feira, Maio 07, 2009

Ele tá cada dia mais lindo!!!!!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:31 AM Comments:


Terça-feira, Maio 05, 2009

Feriado no zoológico... eu fiquei me lembrando que meu pai vivia me levando ao zoológico... na verdade, eu tenho umas memórias que devem ser falsas, de que TODO SÁBADO nós íamos ao zoológico pela manhã - assim como o Serra Dourada no domingo era de lei -, e eu desconfio da veracidade dessas memórias porque o meu pai ACORDADO e as manhãs de sábado sempre foram algo incompatível pra mim, preciso checar algumas fontes. Mas eu lembro que íamos muito, eu gostava do camelo e da girafa, o Pescoço tinha um lance que o macaco babuíno era DELE - e realmente existia algo entre ele e o Babuíno, que sempre fazia uma graça a mais pro Pescoço. Eu me lembro que o Horto fedia. Ninguém chama o Zoológico de Goiânia de Zoológico, só de Horto. E eu morei perto do Horto por uns 8 anos e nunca mais fui. Acho até que dava pra ver da janela, mas nunca mais coloquei os pés lá. Será que o Babuíno do Pescoço ainda tá vivo? Eu não deixaria de visitar meu Babuíno... mas o Pescoço sempre foi meio insensível, principalmente com os Babuínos.

O Zoológico de Sorocaba não fede. Tipo, não fede mais do que a inevitabilidade, saca? A Laura quis fazer uma espécie de roteiro, e o Babuíno daqui fica muito longe, o Pescoço iria odiar! Altos macacos, eu queria ter um rabão, acho que ia poder fazer muitas coisas com esse rabão. Acho um rabão muito mais útil do que o lóbulo gigantesco das minhas orelhas, por exemplo. A Laura diz que quando eu ficar velho, vai bater no ombro. Vi um carrinho da Yopa.

- Yopa, Randall? É Nestlé!!!
- Sei... mas eles mantiveram os conceitos de branding da Yopa, porque eu reconheci como sendo um.
- Eu não faço a menor ideia do que sejam conceitos de branding, mas deve ter uns 15 anos que não existe mais yopa.

Tinha um sorvete com chiclete no final, um outro de morango em formato de mão... em Goiânia não tinha yopa, Sorocaba me lembra Yopa, deve ser isso.

Ela quis ir ver os passarinhos. Acho coisa de vagabundo. Antes, quero deixar claro que o meu conceito de vagabundo não tem nada a ver com a disposição de alguém para o trabalho, tem mais a ver com um tipo de vagabundagem do cara que não lê, não curte um filme massa, jamais terminaria um episódio de House ou The Big Bang Theory, gente desse tipo eu imagino que goste de pescar e criar passarinho. A maior decepção que eu tive com o Chico Buarque foi quando ele falou que conversava HORAS com o Tom Jobim sobre passarinhos. Que desperdício de potencial!!!! Do lado dos passarinhos, ficam as tartarugas, delas eu gosto! Acho que as tartargugas mereciam saber ler, iam curtir um Dostoievsky.

- Aquilo não é uma tartaruga, é um Jabuti - falou um moleque pedante de uns 11 anos, e eu comentei com a Laura:
- Odeio esses moleques pedantes! Quem quer saber a diferença entre uma tartaruga e um jabuti?
- Realmente, esses moleques são foda... mas se ele tivesse falado que o XV de Bauru ganhou do Jaboticabal naquele jogo em Limeira de 2 x 0 e tivesse sido algo como 2 x 1, você ia voar no pescoço dele!

Existe um abismo de relevância entre as diferenças insignificantes entre quelônios e um jogo de futebol, mas a prudência me fez ficar calado e admirar o tracajá, cágado ou o caralho que fosse. O leão era um tanto magrelo, o meu irmão hipopótamo descansava imóvel no laguinho, o elefante paradão, reclamei da monotonia com a Laura, ela me avisou que não estávamos no zoológico de soleil. Mas bem que os bichos poderiam ser só um pouquinho mais animadinhos...

A cantina era boa, a coxinha me chamou atenção:

- Faz uns 3 anos que eu não como uma coxinha.
- Nem a da Real?
- Você tá cansada de saber que eu não como a coxinha da Real!
- É a melhor que tem!
- O meu lance com a coxinha da Real é uma questão de princípios, não tem nada a ver com gastronomia!
- Eu sei... é a mesma coisa que você tem com a Sandy, a Ivete Sangalo, o goleiro do São Paulo, o Marcelo Camelo, o catupiry, pizzas que não sejam de mussarela ou calabreza, e o menino que sabia a diferença entre a tartaruga e o jabuti.

Que bom que ela me conhece!

Não sei se eu estou disposto a ir TODO O SÁBADO, mas o Duda gostou bastante, principalmente da anta.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:08 AM Comments:


Sexta-feira, Maio 01, 2009

Finalizeri o último post dizendo que o Palmeiras, de forma específica, não vinha conseguindo me dar o tipo de sensação que o livro novo do Nick Hornby estava me dando. E nesse mesmo dia, o Cleiton Xavier...

Tenho que recorrer novamente ao Hornby, quando ele fala aquela coisa fantástica no "Febre de Bola", pedindo às pessoas que sejam tolerantes com os que elegem um momento esportivo como os melhores de suas vidas, pois isso não significa que levam vidas pálidas e áridas, mas apenas que o cotidiano não fornece o tipo de elemento capaz de promover um delírio como o proporcionado por um gol no último minuto! Sim, ele fala daquele gol do Michael Thomas em Anfield! E o que eu mais gosto é da palavra que ele emprega: não é felicidade, alegria, júbilo, nada disso; DELÍRIO!

Desenvolvendo um pouco o raciocínio, ele fala sobre outras emoções igualmente fantásticas, como uma promoção, ganhar sozinho na loteria ou o nascimento de um filho, e desqualifica cada um, pela ausência de fatores como a espera, o inesperado, etc... você não fica grudado na tela esperando por 90 minutos o sorteio da loteria, e no dia que seu filho nasce, bom, tem toda uma espera, realmente, mas não tem a hipótese do seu filho NÃO nascer (ranhetas e detalhistas, por favor, guardem pra você as outras variantes nesse caso específico, vamos manter o humor tanto quanto seja possível).

Não é segredo pra ninguém que eu detesto o Cleiton Xavier, mas o que ELE fez por mim na última quarta feira só se compara, tentando transportar pra vida real, se o irmão da Laura entrar pela porta com o Bob Dylan e dizer que ele vai dar uma canja aqui só com o violão - e que eu posso escolher a música! Foi um gol de Riquelme, pela calma, os dribles quase em câmera lenta, e a precisão do petardo! E eu me vi pulando pela sala, socando o ar, correndo com os braços abertos imitando avião e tudo o que pudesse ser feito em silêncio pra não acordar o Duda. Graças ao Cleiton Xavier, que eu detesto! Isso é o futebol!

Um dos caras que eu mais odeio no esporte fez o gol mais maravilhoso que eu já vi num estádio de futebol, justo contra os Bambis, dando um chapéu no Proposta! Naquele momento, o Alexotan conseguiu se equiparar ao Edmundo na minha vida, e olha que ele seria um forte candidato pra entrar no Top 5 de Esportistas mais Detestáveis de Todos os Tempos (lugar onde ele não se encontra simplesmente porque é impossível chutar de lá o Sexta Marcha, Oscar Schmidt, Proposta do Arsenal, Telê Santana e o Kaká), mas que talvez pudesse estar numa vice-lista de mesmo jaez (na companhia do Vanderlei Luxemburgo, Pete Sampras, Karl Malone e o Cacá Bueno - que eu não tenho absolutamente nada contra, mas é a única maneira possível de odiar o Galvão Bueno).

Enfim, não há a menor possibilidade do FUTEBOL deixar de ocupar na minha vida o espaço que sempre ocupou, por diversas razões. Um dos melhores livros do Nick Hornby nasce da paixão com que ele descreve a sua primeira vez num estádio de futebol, o que pra mim seria simplesmente impossível, pois ir ao estádio de futebol sempre foi algo natural como comer, dormir, escovar os dentes...

Fiquei pensando em como reagiriam os torcedores dos outros times se tivessem passado pelo que o Palmeiras passou na última quarta feira:

O CORINTHIANO:

Aê parmê, verdão, aqui é parmera porra, mancha, parmera, verdão, puta que pariu, aqui é parmera porra!

O SANTISTA:

Melhor que ganhar, foi assistir ao surgimento do Souza, o Novo Ademir da Guia!

O BAMBI:

Libertadores é o que importa, deixa o paulistinha pros corinthianos que só ganham isso, mas o gol poderia ter sido marcado pelo Diego Souza, que é uma versão mais rústica do Cauã Reymond, e eu tenho estádio, o meu goleiro é o melhor do Brasil, jogamos futebol arte e só discuto com quem é O MAIOR recordista de vitórias na Libertadores ou O ÚNICO time que eliminou o Corinthians dois anos seguidos nos pênaltis.

O BOTAFOGUENSE:

Pena que a arbitragem vai nos roubar em alguma fase e seremos eliminados.

O VASCAÍNO:

Como a gente pode dar uma roubadinha pra ir passando de fase?

O FLAMENGUISTA:

O Cleiton Xavier é melhor que o Arshavin!

O DO SPORT:

Vamos ser bi mundiais, porque ganhamos um Mundial em 51!

O ATLETICANO:

Foi uma vitória e tanto, mas aquela partida no Serra Dourada contra o Flamengo na Libertadores de 81...

O CRUZEIRENSE:

Ganhamos? É que eu tava vendo o Flamengo na Globo...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:32 PM Comments:


Quarta-feira, Abril 29, 2009

Eu não apostaria uma Cibalena vencida no Palmeiras hoje, mas quando eu vi a tabela insana que enfrentaríamos na Libertadores, achei que seria muito mais difícil ganhar do time mau caráter na Ilha do que do Colo Colo no Chile. Tentando não lembrar que levamos uma tunda no Palestra desse mesmo Colo Colo e que, saindo um pouco do foco, levamos duas piabas do Santos, esse mesmo Santos que foi eliminado pelo CSA e apanhou do Corinthians mais do que bode na horta.

Meia Cibalena no Arsenal, dá pra apostar? Nesse caso, nem é pela incompetência do time, mas sim, porque do outro lado tá o temido Man United, do Rooney, Tevez, Cristiano Ronaldo et caterva, por isso, acho que vamos ficar pelo caminho de novo. Até porque, corremos o risco de pegarmos o Barcelona de novo, e eu realmente não quero me lembrar daquele 17 de maio de 2006, meu aniversário de casamento, véspera do meu aniversário, eu daria a primeira aula da minha vida e até determinado momento, mesmo com um a menos, o Arsenal ganhava de 1 x 0.

Perdemos com um gol do Belleti!!!! E pensar que, numa hipotética final, teríamos o Henry do outro lado... pelo menos não precisaríamos nos preocupar se ele comemorará ou não um gol contra nós, pois ele já é o cúmulo do excesso da overdose do "blasézismo" mesmo quando faz gol no Brasil em quartas de final de Copa do Mundo.

Se bem conheço o Nick, a essa hora ele já deve estar sentado em algum lugar do Old Trafford, esperando ansiosamente os Gunners entrarem em campo, bem que ele podia escrever crônicas esportivas.

Escrevi esse texto na hora do almoço, algo que não faço há tempos, e um pouco antes, li um capítulo do "Frenesi Polissilábico", livro novo do Hornby, e ele fala que adora o Arsena Wenger, e que ele está, muito provavelmente, em oitavo lugar na lista das "Pessoas Que Mudaram Minha Vida Pra Melhor"; isso me fez rir. Isso e a implicância que ele disse que criou sobre uma pessoa que falou "o Arsenal ganhou de 3-0 do Liverpool", pois a única coisa em que ele se considera ESPECIALISTA é em "comentários que as pessoas fazem sobre partidas de futebol", e ninguém, na história do Arsenal ou da Inglaterra usaria "ganhou" ao invés de "arrasou", "massacrou", "meteu" - sem falar que, tendo sido em 1991 o último Three Nihil sobre o Liverpool, a pessoa em questão, muito provavelmente, não sabia do que estava falando.

Claro, Nick Hornby, Arsenal, rabugice, Listas, dããããã... não faz muito tempo, um escritor que eu admiro muito me disse que eu não deveria ser assim, tão fã do Nick Hornby, pois ele não é um GRANDE escritor, é só um "cara engraçado". Eu nunca quis entrar nesse mérito, pois estou muito longe de ser um literato ou algo que o valha, e em alguns momentos, basta um cara engraçado pra me causar o tipo de sensação que a vida de um modo geral, e o Palmeiras de forma bastante específica, não andam conseguindo.

Go Gunners, Forza Palestra!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:11 PM Comments:


Domingo, Abril 26, 2009

NÃO É O WOLFGANG AMADEUS, Randall!!!!!

Então, quem será esse Mozart que o Palmeiras contratou? Volante! Opa, é exatamente o que a gente precisa, um volante! Mas deixa eu usar a única coisa boa que eu tenho, que é a memória... 1999 ou início de 2000, Pré Olímpico realizado em... LONDRINA!!!!! Tudo bem, o Giba já me falou que é uma puta cidade, mas realizar um torneio internacional numa cidade que nem time de futebol tem, cheira mal! Nosso técnico era ele, o Luxemburgo! E eu nem me incomodava muito com isso de jogar em Londrina, até que na última partida, o Galvão Bueno leu um poema, uma Ode a Londrina, da própria lavra dele, o Vanderlei Luxemburgo! Pouco me lembro, além da palavra "sestrosa", mas eu sei que esse Mozart aí era daquele time que, conduzidos por Alexotan, Joga Bonito Gaúcho, Fabiano Genrão e mais uns 3 bambis inexpressivos, conseguiu ser elminado por Camarões com 9! Era uma equipe sestrosa, realmente... E agora o Mozart, que nunca jogou nada, vem pro Palmeiras! E o que é pior, nem tem mais aquela cabeleira pitoresca que o fazia ficar parecido com O Louco das historinhas da Mônica.

Enquanto isso, do lado de lá, o Rival contratou o Ronaldo! Alguns imbecis, a maioria bambi, vociferou contra, disse que era simplesmente uma jogada de marketing, e agora devem estar com a língua bem passada! Eu passei uns 40 dias tentando entender a matada de bola do Rivaldo no gol dele contra a Bélgica em 2002, aquela com o bico da chuteira, com a bola voando rápido a um metro e meio do chão, mais ou menos... com um tapinha quase imperceptível, ele corrigiu a trajetória da bola, que caiu mansa, pronta pra ser mandada pras redes, obediente como se reconhecesse a quem devia obrigações e respeitos! Hoje, o Ronaldo fez uma dessas... o lance do seu segundo gol, aquela matada de bola!!!!! Tudo bem que a conclusão foi uma pintura, a despeito do Fábio Costa dever algumas explicações acerca do seu posicionamento, sem falar que o Ronaldo é destro e alcançou tal nível de precisão chutando com a esquerda, mas a matada de bola!!!!

Me agrada sim, o fato do Ronaldo ser o Ronaldo e ser gordo, beber, fumar, gostar de puta e outras mumunhas mais! Me agrada que ele diga que viaja levando só uma necessaire e o cartão de crédito, que peça pro Beckham descolar o Fat Boy Slim pra tocar na festa de casamento dele e que, principalmente, jamais vai dizer que quer andar na favela de calção e descalço! Porque isso é uma tremenda hipocrisia e ofende quem não tem outra opção a não ser andar na favela de calção e sem ter o que calçar. Mas sem entrar no mérito da sociologia ou da antropologia, o Ronaldo é um baita craque e, jogue quem jogar, ele ainda está muito acima da média dos outros jogadores. Muito acima! Eu não faço idéia de como era na época do Pelé, nem quero fazer qualquer tipo de comparação, mas nem mesmo na época do Zico, eu me lembro de ter alguém que fosse tão melhor que seus pares. Maradona? Talvez, mas a figura do esporte que mais me parece fiel ao que eu estou pensando é o Michael Jordan.

Falando em Zico, eu não poderia deixar de mencionar os 4 gols do Arshavin naquele jogo inesquecível em Anfield Road no feriado, quase 20 anos depois daquele 2 x 0 histórico do fim da fila! O que tem a ver o Zico com o Arshavin? Deixa pruma outra ocasião, mas todo mundo que destrói a Holanda (A Colômbia Européia, com vapores sãopaulinos entre seus simpatizantes tupiniquins), conta com minha eterna simpatia!

Em tempo: vim a saber depois que o Galvão Bueno mora em Londrina. Ou seja, quem fala que o nosso veado veloz ganhava com sexta marcha, também leva a Seleção pra disputar torneio em cidade futebolisticamente irrelevante. Business is Business! Mas até business tem limite, pois ler poesia do Luxemburgo...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:34 PM Comments:


Quinta-feira, Abril 23, 2009

A Lau passou uma semana em Salvador com o Duda. Sim, eu poderia evitar, mas preferi não entrar no mérito, só disse que se ele voltasse falando "óxenti" ou me chamasse de "páinho", a gente iria se desentender seriamente.

- Você foi no Iemanjá?
- Passamos em frente, no City Tour.
- E porque o City Tour passa na frente do Iemanjá?
- Do que você tá falando?
- Do restaurante, ué! E você, passou na frente do quê, da ialorixá em pessoa?

postado por: Randall Ferreira Neto 11:57 PM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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