Terça-feira, Julho 19, 2011

Então, voltou a funcionar essa bosta. No caso, o sistema de comentários.

Uma dúvida: o que vocês preferem, aqui ou lá? No Wordpress, no caso? Pra mim, é mais fácil postar e melhor de responder. Mas não sei se rola uma frescura desnecessária pra comentar. Enfim, o que vocês, leitores, preferem?

Pode parecer demagogia, proselitismo, mas é só a mais pura verdade, a única opinião que conta aqui é a de vocês, farei o que vocês mandarem.

Abraço!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:56 PM Comments:


Sábado, Julho 16, 2011

Bom, me enchi daqui. No caso, do Blogger.com.br

É tanta coisa ruim, o sistema de comentários que não presta, dentre tantas outras coisas... e o fato de dar uma grana por mês pras "organizações Globo" também...

Bom, de hoje em diante, você que vem aqui, vai encontrar tudo o que tinha aqui no wordpress: www.febrealta.wordpress.com

Simples.

Espero não perder meus leitores, mas não sinto saudade nenhuma de deixar essa casa depois de 9 anos. Chega, eles enfim CONSEGUIRAM me fazer mudar de endereço, tchau!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:34 PM Comments:


Quinta-feira, Julho 14, 2011

Copa América 2011, Brasil x Equador

Júlio César, até quando?

Não vou aqui dizer que ele não é um goleiraço, ou melhor, poderia até dizer isso, pois nunca achei ele um goleiraço, mas não vem ao caso. O que vem ao caso é que o Brasil nunca precisou muito de goleiro, da mesma forma como nunca saiu de Copa por causa de goleiro - até chegar o Júlio César. E jogar na Inter de Milão? Com 8 beques e um na sobra, não acho que deve ser muito complicado, vai? E ainda assim, o Júlio César consegue tomar cada frangaço!!!! Eu acho que nada justifica ele ali, pois, se futebol é resultado, não vale pra ele? Ou vamos ficar esperando ele tomar mais uns 2 ou 3 perus pra começarmos a questionar se ele é bom mesmo?

Fora isso, o time jogou uma bosta ontem de novo. Robinho voltando, sabe Deus pra quê; Ganso muito sumido no jogo, quase omisso, ainda que de vez em quando dê passes geniais; o Ramires ainda vai Cerezar... lembra da minha profecia sobre o Felipe Melo? Então, sobre o Ramires é essa, não é possível que um jogador que tenha tantas características que lembrem o Cerezo, não vá protagonizar a jogada mais célebre dele: a assistência pro adversário! E aí o André Santos ainda me acerta um cruzamento pra gol, agora é que ele não sai mesmo - e no final, o outro integrante do esqueminha do Mano (Elias) também entrou. Eu já falei, Copa América é um troço muito parecido com Libertadores pra ficar arriscando com tanto corintiano no time.

Só preciso registrar, claro, como é bom ver o Maicon de volta ao time, que passa a ter um pouco de opção de jogo. Nada contra o Daniel Alves, seu futebol vistoso e seu cabelo ridículo, mas penso que ele deve jogar "sobrando", como no Barcelona. Tem Iniesta, Xavi, Messi, e aí aparece ele, de vez em quando. De vez em quando, pois no Brasil, ele aparece muito. O Maicon consegue chegar no fundo várias vezes e isso me lembra o Zico, que dizia ter aguardado por anos e anos a chegada de alguém como o Leandro, pois ele não suportava mais estar com a bola, ver o lateral passar como um foguete pedindo bola, ele dava, e o cara, ao invés de ir pra linha de fundo, cortava pro meio! Bem Daniel Alves...

É bem possível que o Brasil ganhe essa Copa América sim, até porque os outros tão com uma vontade enorme de perder! O jogo contra o Paraguai vai ser duro e chato. Como serão todos daqui pra frente, não sei como é que esse povo ainda não se acostumou, pois a última Seleção que jogou bola de verdade foi em 82, 30 anos atrás!!!! E volto a dizer, em 94 não tinha ninguém querendo espetáculo, futebol bailarino ou algo com alguma conotação artística, a gente só queria ganhar! E pra te falar bem a verdade, "tirante" o Barcelona, não vejo ninguém jogando bonito além dos comerciais da Nike, ganhar continua sendo aquilo que importa. Só tem o seguinte, jogando MAL desse jeito, acho que você diminui sensivelmente as suas chances de ganhar.

postado por: Randall Ferreira Neto 10:40 AM Comments:


Quarta-feira, Julho 13, 2011

Dia de folga no Febre Alta, pra vocês darem aquela passada maneira no Malvadezas e ler sobre o #4 Pé na Bunda, dando uma prestigiada no Randas e contribuindo pro Jack Daniels das crianças.

www.malvadezas.com

Beijo!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:43 AM Comments:


Terça-feira, Julho 12, 2011

Copa América 2011, Argentina x Costa Rica

Quantas vezes a gente já ouviu o papinho que no Brasil existem 190 milhões de técnicos da Seleção Brasileira? Papinho mesmo, mas ultimamente, talvez uns 9 mil (após levantamento estatístico preciso e infalível do Datarandas) saquem mais de futebol do que qualquer técnico, de qualquer time, à exceção do Felipão, que sabe tudo não só do Palmeiras, mas do adversário e de todo o resto. O Felipão é tão, mas tão foda, que existe uma cláusula futebolística Mundial em que ele só pode treinar times tidos como impossíveis de ganhar alguma coisa, como Portugal, Seleção do Ricardo Teixeira com Ronaldo e Ronaldinho, e o Palmeiras. Felipão à parte, anda cada vez mais incômodo perceber que nós sacamos mais de futebol do que esses caras aí. "Nós", no caso, pra restringir bastante a amostragem, significa a catrevagem aqui do Febre Alta mesmo, gênios na análise do ludopédio, que percebíamos algumas modificações urgentes que precisavam ser feitas pro time da Argentina andar.

Fala sério, não é incômodo? Imagina um ente querido internado, o médico comunica qual vai ser a terapêutica adequada, e os familiares resolvem sugerir algo que ele não pensou E ESTÃO CORRETOS? Cara, o técnico precisa ser o sabedor de segredos insondáveis, sugerindo que conversa diretamente com Deus e apenas segue as instruções Dele, mas pra isso acontecer, é fundamental que as coisas, em campo, funcionem. No caso do Batista, entrar com Higuaín, Gago, Di Maria e Kun Aguero só não era tão óbvio quanto a necessidade de tirar o Banega, Lavezzi e Tevez. Sim, o Tevez. Não curto. E nem é anti-corintianismo, ainda que não dê pra respeitar internacionalmente um jogador cujo auge tenha sido alcançado no Corinthians. O que eu acho, com relação ao Tevez e estende-se ao Kléber, é que tenho uma preguiça dupla carpada de jogador que é sempre exaltado pela raça e que "pra ele, não tem bola perdida". Não lembro do Zico, Sócrates, Zidane ou Platini dando carrinhos na lateral correndo atrás de bola perdida... questão de estilo e preferência, apenas, reconheço que o problema maior da Argentina não era o Tevez.

Mas passava pelo Tevez. E se for verdade que o Messi não gosta dele? O que você prefere, o Messi grilado ou o Tevez? O time inteiro feliz porque o Tevez tá no time, ou o Messi? Quando eu comecei a ouvir esse tipo de história, primeiro, com todo o preconceito do mundo, concluí que deve ser a coisa mais fácil ter raiva do Tevez. A cara dele dá raiva. O jeito de falar, aquela dancinha idiota, enfim, ter raiva do Tevez é normal. Depois, me lembrei do Dream Team de 92, quando o Isiah Thomas não foi por causa de uma treta com o Jordan. Acho legal ter essa transparência toda e dizer "se ele for, eu não vou". E não me venham com espírito de grupo ou o caralho, nunca me esqueço da história do Jordan sentado na quadra após perder mais uma Final de Conferência pro Detroit, e o Isiah chegar pra ele: "É o mais longe que você conseguiu chegar na carreira, mas até que pra você, foi bem longe". Claro que não deve ter sido SÓ por isso que o Jordan pegou birra do Thomas, mas o que eu quero dizer é que, pra ter o melhor do mundo em sua plenitude física e mental, vale a pena atender alguns pedidos de toalhas brancas e mesa de sinuca no camarim. Eu atenderia.

E futebolisticamente, também, apenas no âmbito do campo & bola, acho que não combina. Prefiro jogar como foi ontem, Aguero, Messi, Higuain e Di Maria. Não tem lugar pro Tevez. Pro Lavezzi tem lugar: poltrona 8e, classe econômica com destino a Nápoles, vai e não volta. E é claro que isso não basta, pois o time é ruim, perde muitos gols e a zaga segue sendo uma calamidade, apesar de um goleiro bom, algo que eu não via desde Fillol. Pode parecer bizarro, mas o que de melhor pode acontecer à Argentina nessa Copa América é pegar o Uruguai na próxima fase, partida de gente grande, não entra com aquela obrigação toda de ganhar e é a hora de ver, realmente, quem tem garrafa vazia pra vender. Se perder, perdeu para um time que afasta toda a conotação de vexame. Se ganhar, ainda que nas penalidades, cresce no campeonato e vem forte pro restante do torneio. Esse time, assim como o Brasil, precisa ser testado, e o adversário ideal pra ambos é o Uruguai, que pode enfrentar tanto um quanto outro nas quartas, mas pode também, sabe-se lá, ficar pelo caminho...

Fato é que o Batista "achou" o time, vamos ver se ele tem peito e cojones pra seguir com ele, hasta la victoria, siempre!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:08 AM Comments:


Domingo, Julho 10, 2011

Copa América 2011, Brasil x Paraguai

TÁ TIRANDO, MANO?

O comportamento do Mano no jogo contra o Paraguai me lembrou algumas das interferências mais bizarras e prejudiciais de um treineiro num time de futebol, coincidentemente, num mesmo período, talvez eleito em consenso como o pior momento do futebol, coroado pela pior copa que já aconteceu, no caso, a de 90, jogada na Itália, nação que pratica um esporte que levemente se assemelha ao futebol. Um dos exemplos é do Lazaroni, que tinha um time ruim nas mãos, o que de pior representou o Brasil numa Copa, mas que conseguia "andar", num meio campo com Dunga, Silas e Valdo à frente dos 3 zagueiros e levemente auxiliados por dois ótimos laterais batizados de "alas" (Branco e Jorginho). Sim, ninguém precisa falar PRA MIM o quanto o Silas era uma desgraça e a vergonha que representou esse sujeito usando a camisa 10 da Seleção, mas é fato que, com ele, o time jogava melhor do que passou a jogar quando ele saiu pra entrar o Alemão e o time passou a ter um vácuo de criatividade, de onde não saía nada para lugar algum - estabelecendo que "lugar algum" era o companheiro de ataque do Careca.

O outro exemplo, que talvez se assemelhe mais ao que aconteceu ontem, foi cometido pelo Azeglio Viccini, treinador da Itália em 90 e já citado aqui em algumas oportunidades. Ele iniciou a Copa jogando com Vialli e Carnevali, que não funcionou, o time dependia do Toto Schilacci entrar pra fazer gol. No decorrer da competição, ACERTOU o time com Schilacci e Baggio no ataque, ficou aquela sensação de "agora vai" e, de repente, contra a Argentina, ele me saca o Baggio pra colocar o Vialli. Eu imagino o quanto deve ser ruim esse tipo de mensagem para o jogador sacado e também para o grupo. Ninguém consegue entender direito o que precisa fazer para merecer, garantir e manter a titularidade, e se você é daqueles que acham que o importante é estar no grupo, não importa se titular ou reserva, por favor, pode parar de ler por aqui. Eu, por exemplo, entendo o Serginho. No caso, aquele lateral esquerdo que jogou no Milan. Ele parece ter sido pego como exemplo do jogador que não tem "Espírito de Seleção", só porque pediu pra não ser mais convocado. Olha, no lugar dele, é totalmente compreensível! O titular incontestável já estava eleito e ungido, e isso porque não era assim tão claro que o titular jogava melhor que ele, vai fazer o quê ali? Por aí, se o Maicon entrar numas e desencanar, vou entender perfeitamente, até porque o Daniel Alves...

Olha, volto a falar do Daniel Alves daqui a pouco, só pra não tergiversar demais e tentar algo próximo a "concluir o raciocínio": O Mano ontem foi de uma estupidez que há muito eu não via. Primeiro, acertou o time, com Jádson no meio campo. E não porque o Jádson seja um portento, mas porque, primeiro: precisava ter alguém por ali; segundo: esse alguém não pode ser o Robinho; por último: qualquer coisa é melhor do que ter o Robinho em campo. Então, ainda que seja um jogador que só pode estar ali por rolo e esqueminha, o Jádson entrou e o time "andou"; malemá, eu sei, tal como era com o Silas nas Lazaronices em 90, mas andou, até gol chegou a fazer! E aí, no intervalo, o que faz o Mano? Tira o cara que "consertou" o time! E pra colocar quem no lugar, o antigo dono da posição? Não, e isso é uma coisa muito curiosa... eu fico pensando que o cara vem como titular ali desde sempre, Copa do Mundo nas costas e tudo, quase incontestável (principalmente pra quem não assiste/gosta/entende de futebol e tem o Tiago Leigert como guru), de repente, é sacado e alguém quer apostar comigo que não volta mais? E aí, daqui uns dias ele pede pra parar de ser convocado, vão falar que ele não tem espírito de grupo? Não que não seja um favor o Robinho sair, mas entendem o que eu quero dizer? Quais são os critérios? Onde está a convicção? Não sei, mas aí o Mano volta pro segundo tempo com um cara que tá mais pra volante que armador, mandando um recado no megafone pro Paraguai: EI, MUCHACHOS, PODEM VIR ME ATACAR QUE EU ESTOU PRA LÁ DE SATISFEITO COM O 1X0, SE NÃO VIEREM LOGO EU TIRO UM ATACANTE E COLOCO UM VOLANTE, HEIN?

Mas não foi nem essa alteração aí que me deixou mais... digamos, "preocupado" com o Mano, e sim, a que ele queria fazer: colocar o Lucas, saindo o Ganso. Sério! Aí eu comecei a questionar se ele estava vendo o jogo, ou se é só burro. Não que o Ganso esteja jogando o tanto que o Casagrande fala, mas se tem um cara que não pode sair é ele. E ele sabe disso, o Mano correu um risco de ouvir um "Eu não, tira o André" em transmissão via satélite pro mundo inteiro, que vou te falar, hein? "Sorte" que o Paraguai fez o segundo gol, o Mano pirou de vez, sacou o Ramires que cada vez mais anda me lembrando o Cerezo, o time virou um amontoado, e na bacia das almas, o Ganso deu um passe primoroso pro Fred fazer algo que eu não vejo o Neymar fazendo jamais: o fácil. O simples. Como se não bastasse o time ainda estar sem indentidade e padrão de jogo, ainda precisa superar os arroubos barrocos daquele que deveria ser o principal jogador, mas que até agora, tem sido apenas a maior decepção. No caso do Neymar, acho que ele tem que passar por mais uma formatação, tem que ir de novo alguém ali e ficar no "memento mori" com ele, como fazia César ao final de cada conquista, pagava um lacaio pra desfilar ao lado dele no desfile da vitória, falando ao seu ouvido: "lembra-te que és mortal, que é magrelo, narigudo, e que vai morrer como todos aqui".

Resumindo, essa Seleção tem conserto, mais até do que muitas outras que vieram. Só não sei se vai ser com o Mano. Porque uma coisa é preciso dizer já, sem correr o risco da injustiça ou do açodamento: o Dunga tinha mais consistência que o Mano. Pelo simples fato de ter algo fundamental na conduta: coerência. Quer dizer, no caso do Kaká, abriu um precedente, mas aí era o Kaká, que pra todo mundo era O Messias, então talvez se justificasse. Ainda que tivesse os piores critérios, ainda assim, eram critérios. O Mano não parece saber o que está fazendo at all.

E sobre o Daniel Alves, só pra fechar, não gosto dele. Quer dizer, pode ficar jogando esse futebol "vistoso" no Barcelona ou onde quiser, desde que não aporte num time que eu torço. É muito descompromisso, necessidade de desfilar e tendência ao rococó pra minha paciência! E com aquele cabelo, tinha que marcar um gol por jogo, não permitir que os dois gols adversários saíssem nas suas costas!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:16 AM Comments:


Sexta-feira, Julho 08, 2011

Num determinado momento, preferi ver a saga do River Plate pra fugir do rebaixamento do que o jogo modorrento do Palmeiras (agora nem me lembro contra quem), apesar de achar, claro, que o River escaparia. Não só eu, pelo jeito. Torcedores e sobretudo os jogadores do River também pensavam assim. Sobre os jogadores, julgo por um lance que achei muito emblemático: final do primeiro tempo, ganhando de 1x0 e dependendo de um golzinho salvador, o atacante do River perde um gol feito. No banco, Mathias Almeyda lamenta, mas deixa escapar um sorriso. Sorriso que denuncia o sentimento real por trás daquele lamento: "ah, podia ter saído o gol agora, assim evitaríamos os próximos 45 minutos de puro sofrimento". Sim, era só uma questão de sair antes, pois não acredito que passasse pelas cabeças deles que esse gol não sairia. E na hora, me veio a lembrança dos dois jogos fatídicos para Palmeiras e Corinthians, em 2002 e 2007. Na última partida, quando poderiam ter resolvido antes. No caso do Palmeiras, a maionese desandou mais cedo, passamos o jogo todo sem dar um milímetro de esperança ao torcedor de que escaparíamos da degola, mas com o Corinthians, foi um vergonhoso drama até o fim. Confesso que não pude ser solidário ao outrora simpático alvinegro da outrora democracia, que hoje atende pela alcunha de República Popular do Ronaldo, pois o outro envolvido na contenda era o Goiás, e tudo me levava a crer que seria o premiado com a passagem de elevador rumo ao subsolo futebolístico...

Eu te juro que cheguei a pensar, passado o sufoco, que o Goiás teria aprendido a lição. Curioso o fato de ambos terem chegado a essa miserável condição depois de fazerem um brilhante campeonato dois anos antes: um, campeão; outro, vaga inédita e histórica na Libertadores. Achei que o fiasco e o pânico de 2007 fariam a diretoria, ou aqueles donos nojentos do Goiás e de umas empresas de ônibus, traçar um plano, uma estratégia, para evitar que esse desastre acontecesse com o Clube. Não fizeram nada, deixaram o barco afundar e parecem não acreditar que o pior está por vir! Sim, o VERDADEIRO rebaixamento do Goiás pode acontecer esse ano, indo pra Série C. Acha difícil? Eu, não.

Nesse complemento de rodada, jogam partidas confortáveis dois times que estão na zona de degola, logo abaixo do Goiás: Guarani e Icasa. Também com os mesmos 9 pontos, Salgueiro e Bragantino tem paradas indigestas pela frente, contra a Lusa no Canindé e o Vitória no Barradão. Ainda assim, bastam dois desses quatro times ganharem, para o Goiás entrar na zona de rebaixamento da Série C, que, a julgar pelo trabalho porco que os donos do time fazem, é onde merecem estar. Não ocorre nada além que mera coerência cartesiana nessa situação, o Goiás está fazendo por onde e sempre dá pra cair um pouco mais - ou você vai me dizer que não sabe que o Santa Cruz, time maior que o Goiás em indicativos vários, está na Série D? Ou que o Fluminense também já visitou a C, a exemplo do time mais popular do Nordeste, o Bahia?

Penso no sorriso do Mathias Almeyda e imagino que os jogadores e dirigentes do Goiás também estão assim, achando que dá, que não é possível, o Goiás não é o Vila Nova pra cair pra Série C, mas esquece que é muito mais difícil pra quem já desfrutou as boas mesas da elite, se adaptar ao bandejão por quilo da Série B, que pode levar à fila do sopão da C e a mendicância absoluta da D. Sei que o desânimo é grande, e a possibilidade de ver o Goiás nessa posição na tabela, aliada ao fato de não haver grandes perspectivas de melhora, trazem aqueles velhos questionamentos sobre valer a pena a coisa toda do futebol. Porque o que eu vejo, honestamente, não é uma crise momentânea ou um mal estar passageiro, e sim, algo como o começo do fim do Goiás.

Começa, efetivamente para o time, a briga para se manter na Série B de 2012, pés no chão e humildade, pois até o Vila está na nossa frente, bando de vagabundos!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:50 PM Comments:


Quinta-feira, Julho 07, 2011

O brasileirinho pachecoide realmente se diverte muito falando que o Messi não tá jogando nada, né? E essa ânsia em ver a Argentina fora... se é tão ruim assim, porque não encara? Lembro que em 90, quase levei surra do meu pai quando vi o cruzamento das Oitavas e a gente pegava a Argentina, fui lá com todo o açodamento do mundo e disse que era bom, a Argentina não tava jogando nada mesmo... e tava, por acaso? Perdeu de Camarões, ganhou da URSS "naquelas" e empatou com a Romênia. Maradona, então, tava jogando menos que o Messi agora. Mas meu pai tinha razão. Justo na nossa melhor partida, bastou UM lance de genialidade do Maradona pra gente ser despachado!

Mas acho que o Maradona acabou sendo pra Argentina o que o Oscar foi pra nós no basquete. Ao invés de "dá bola de 3 pro Oscar que ele resolve", na Argentina virou "num lance, o _________ (insira aqui um Camisa 10 craque à sua escolha, de Ortega a Messi, passando por Riquelme) resolve a partida". Desde que o Maradona pegou a bola no meio campo e abriu o mar vermelho contra a Inglaterra em 86, o pessoal na Argentina acha que é assim que se ganha um jogo/uma Copa. Ainda mais porque ele repetiu contra a Bélgica no jogo seguinte e quase fez o mesmo contra o Brasil 4 anos depois. Mas...

Eu acho que o grande time da Argentina era o de 82, com a boa rebarba de 78 acrescida dos jovens Maradona e Tarantini. Timaço! Que não funcionou. Aquele time simplesmente não andou e apesar de uma atuação bem convincente contra a Hungria, apenas protocolar contra El Salvador, e vacilante contra a Bélgica, perdendo por 1x0 no jogo de abertura. Depois, foi impedida de prosseguir pela carnificina italiana e pela arte brasileira, serviço completo e em Maradona, colada a etiqueta de craque temperamental, inconstante e imaturo. O time de 86 foi feito pra ganhar. Era um "time do Parreira de 94" com o Maradona fazendo a função de Romário, daí a quantia extra de magia. O time era pragmático, jogava um futebol burocrático, era encardido, difícil de ser batido, e confiava que uma hora, dos pés de Maradona, viria a solução. Billardo estava certo, pois o que ele pensou acabou sendo suficiente para ser campeão. Em 90, um Maradona envelhecido e com um tornozelo do tamanho de uma melancia, não foi capaz de superar os alemães e o juizão, que inventou um pênalti decisivo. Depois disso, o caos.

A Argentina nunca mais encaixou e a expectativa em torno da capacidade redentora do Messi tem que passar, obrigatoriamente, por uma análise mais acurada: o Messi não é o Maradona. Ele não é do jazz, ele não improvisa. Ele é o violinista virtuose da melhor orquestra do mundo, mas precisa de um bom maestro, e músicos exímios que não desafinem, pra que quando ele sole, faça a diferença. Ele não está ali pra resolver a parada num toque de mágica, embora tenha sido exatamente o que fez no amistoso contra o Brasil, e talvez volte a fazer se as duas equipes tornarem a se encontrar. Mas não pode ser isso o que se espera dele. É preciso um pouco mais de visão, de conhecimento, pra entender que as coisas estão alucinadamente erradas, e que seria um desperdício criminoso não colocar um time minimamente competente para que o Messi brilhe.

Mas o Batista vai seguir com o Lavezzi, vai deixar o Higuain no banco, vai insistir com o Tevez, que aliás, conta com uma BOA VONTADE da imprensa enquanto não tá jogando absolutamente NADA, que vou te dizer, viu?

Doutor Bandeira, eu sei que ainda tá muito cedo, mas já considero a hipótese de abandonarmos o tango argentino e irmos logo para o pneumotórax, no más!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:25 AM Comments:


Terça-feira, Julho 05, 2011

Eu adoro quando o Nick Hornby inicia um texto exaltando o futebol inglês dos Anos 70. No caso, quando as pessoas criticam o English Team e alegam que uma espécie de Era de Ouro ocorreu ali, nos Anos 70. Claro que muito disso provavelmente se deve ao domínio britânico na Liga dos Campeões, com títulos ininterruptos de 77 a 82 (Liverpool 3 vezes, Nottingham Forest duas, Aston Villa uma), dando a entender que, de certa forma, provavelmente, o melhor futebol da Europa era jogado na Inglaterra, pois qualquer time que ganhava a Liga, "ganhava a Europa". Ok, talvez os anos 70 tenham sido tão realmente sensacionais, que os ingleses se esquecem que foi justamente nos Anos 70 que o English Team ficou de fora de DUAS Copas do Mundo: 74 e 78.

E eu ando pensando exatamente a mesma coisa quando ficou ouvindo/lendo/assistindo gente tecendo generosas loas ao futebol brasileiro dos Anos 80, principalmente a Era Telê, como sendo a única digna do "futebol brasileiro", e as mais escrotas implicações e significados disso. Não, não quero reduzir a discussão ao dizer que os Anos 80 foram a única década depois da Guerra em que a gente não ganhou nenhuma Copa, ainda que isso tenha que significar alguma coisa. O que eu acho, honestamente, é que os Anos 80, mesmo aquele time do Telê, não foi isso tudo.

Tá, clubisticamente, talvez não exista década tão democraticamente significativa como a de 80. Se antes disso, tivemos "O Santos de Pelé", que até eclipsou a "Academia do Palmeiras"; e, com algum folclore, "A Máquina" do Fluminense e com pragmatismo, "O Inter do Falcão". Pouca coisa. Nos Anos 80, tivemos, convivendo simultaneamente, "O Flamengo do Zico", "O Grêmio Campeão do Mundo", "Os Menudos do São Paulo", "O Corinthians da Democracia", "O Fluminense do Casal 20 & Romerito", "O Baêa de Bobô & Osmar" e até mesmo o "Atlético de Reinaldo, Cerezo e Éder", único dos citados que nunca ganhou nada, ficou marcado na memória afetiva das pessoas. Muitos torcedores de futebol da minha idade foram "forjados" nesses anos de ouro, e até mesmo aqueles que são um pouco mais novos, ouviram histórias desse período clássico e se encantam com algo que não era isso tudo. Quer dizer, era do caralho, mas não sinto a menor saudade das poucas partidas transmitidas pela TV, campeonatos com regras bizarras e sobretudo, mas muito principalmente, não sinto falta da Seleção Brasileira desse período.

Para efeito de ritmo e drama, vou abordar a década sob o viés canarinho de trás pra frente, e isso significa dizer que o único título conquistado no período foi ganho pelo time que acabou espezinhado e por muito pouco entrou para a história como o que de pior aconteceu com a pátria em chuteiras vestindo verde e amarelo. Aquele time que fracassou no ano seguinte, está longe de ser essa desgraça toda que todo mundo insiste em dizer. Até porque, a base do time viria a ser Tetra em 94, e quase penso em defender o Lazaroni quando digo que, se fosse Bebeto e Romário no lugar do Careca e da Nulidade-Muller, a coisa poderia ter sido diferente. Sim, só não defendo com mais empenho porque foi exatamente o Lazaroni quem escalou. Antes disso, uma Medalha de Prata na Olimpíada de 88, apesar de ainda ser o nosso melhor resultado no torneio, foi tratado como fracasso absoluto e, junto com uma Copa América desastrosa em 87, custou a cabeça do Casalberto Silva, um técnico ruim, porém, com escassez de mão de obra qualificada.

Chegamos à Segunda Era Telê, que foi apenas o ápice de uma série de erros e trapalhadas, com Parreira, Edu Irmão do Zico e Evaristo de Macedo de 83 a 85. Telê fez uma bola Eliminatória, mas como sempre, pecando pela falta de convicção e pela teimosia, bagunçou tudo e fizemos uma Copa ruim em 86, sendo eliminados pela França, inaugurando aquilo que seria uma rotina nas Copas dali em diante, mormente quando Zidane está envolvido. Conheço algumas pessoas que acham que a gente merecia ou era favorito pra ganhar 86 e que o jogo contra a França foi uma grande injustiça no meio do caminho, mas essas pessoas, provavelmente, se esquecem da desgraça que foi aquele 1x0 na Argélia e que ganhamos roubado da Espanha na estreia. Depois, um 3x0 clássico na poderosíssima Irlanda e uma partida razoável com placar enganador e um golaço do Edinho, 4x0 na Polônia. Acho que esse sentimento com relação a 86 é culpa de todo o carinho que a nossa memória afetiva concede ao time de 82, que, se você for pensar bem...

Olha, costumo ter um pouco de cuidado ao falar disso, pois pode parecer que eu esteja insinuando que o time era ruim, o que nem o mais louco ser humano seria capaz de afirmar. Era um time tão bom, que as idiossincrasias do Telê eram absorvidas por tamanha genialidade. Mas na real, na real MESMO, o time naquela época não era essa unanimidade toda. Sugiro aos mais interessados a leitura do maravilhoso "O Trauma da Bola", coletânea de crônicas do genial João Saldanha durante esse período. Porque era um time com as inexplicáveis presenças de Waldir Peres, Serginho Chulapa e Luizinho, a controversa existência do Toninho Cerezo (que se provou verdadeiramente catastrófica), e uma enigmática insistência em jogar sem alguém ocupando o espaço pela direita, principalmente contra a Itália, cuja "bola do desafogo" passava por ali, e de onde surgiu o primeiro gol. Fora isso, a gente pode lembrar que o caminho até a Copa não foi dos mais suaves. Teve uma derrota no Mundialito de 81, uma partida contra a URSS no Marcanã em que perdemos de 2x1 e que eu gostaria que fosse a minha única lembrança de um pênalti perdido pelo Zico, a despedida do Jairzinho contra a Tchecoslováquia, dentre tantos outros jogos que despertavam nos mais velhos o mó dos "sei não, sei não" do mundo.

Na Copa, jogamos bem. Muito bem. Mas contra quem? Na boa, o jogo contra a URSS foi um Deus nos acuda, salvo por dois dos maiores golaços que eu vi, depois jogamos o fino da bola contra... com mil caralhos, ESCÓCIA E NOVA ZELÂNDIA!!!!! Claro que nem o fato da Nova Zelândia ser um lixo futebolístico apaga os overlapings do Leandro e aquele golaço de meia-bike do Zico. Tampouco a cintura dura e falta de aptidão dos escoceses em jogar bola diminuem o valor daqueles 4 golaços: Oscar cabeceando no terceiro andar, Zico cobrando falta com a tradicional categoria, Falcão bicando em gol de "linha de passe" e aquele gol do Éder, quando o mundo ficou em câmera lenta como na cena das escadarias dos Intocáveis! Mas tudo isso aí entra na cota do "não fez mais que obrigação", e não se compara com aquele inesquecível jogo contra a Argentina!

Aquele jogo criou todo um inconsciente coletivo sobre aquela ÉPOCA, pois nunca mais vi um TIME jogar como aqueles caras jogaram. Contra os atuais campeões do mundo, acrescidos de um Maradona voando aos 21 anos e sem usar da carnificina dos italianos no jogo anterior! Foi o maior jogo de bola numa Copa do Mundo que eu já assisti. Do início ao fim! Zico fazendo gol de Dadá Maravilha, e servindo o Leovegildo, que surgiu impávido na frente do Fillol, para depois comemorar sambando na bandeira de córner! Conheci um argentino que disse que essa cena é a lembrança futebolística mais dolorosa que ele tem, do Júnior colocando no meio das pernas do Fillol e sambando (quero crer que, após o rebaixamento do River, essa lembrança tenha perdido importância na ordem das tristezas, a consultar)!!! Foi um jogo tão maravilhoso que até o gol deles foi um golaço! E é claro que tem os Thiago Leiferts da vida que preferem lembrar que o Maradona perdeu a cabeça, agrediu o Batista e foi expulso, mas na boa, prefiro lembrar do imenso futebol que foi jogado nesse dia! Acho que foi tanta bola gasta nessa partida, que faltou contra a Itália. Sim, jogamos mal contra a Itália. Acontece, é futebol. E a Itália jogou muito bem! A Itália tinha um timaço, não custa nada lembrar que acabou campeã do mundo naquele ano, sabia?

Eu tenho imensa preguiça de quem simplesmente não aceita os nossos títulos de 94 e 2002 simplesmente porque o time de 82 não ganhou. Era melhor? Acho que sim. Mas não foi melhor que a Itália, naquele dia. E o que vale, é isso. Assim como fomos melhores que a Holanda em 98 e nenhum pachecão fica falando em injustiça naquele caso. Acontece, volto a dizer. Como acontece da gente conseguir reunir, de novo, tantos craques como tínhamos em 82. Sim, com um outro ajuste, e abdicando de esquemas suspeitos como escalar o André Santos e convocar o Elias, acho que o Mano tem um timaço nas mãos! Não apenas por Ganso e Neymar. Mas em função de uma zaga maravilhosa e segura. Dois laterais no melhor patamar Mundial (se ele se acertar com o Marcelo, claro), um bom centroavante e mais um menino que vem pra ser titular incontestável (Lucas, do São Paulo). Sobre os volantes, prefiro gente mais modesta e cumpridora por ali, mais pra Dunga que pra Toninho Cerezo. Não por nada, mera preferência. Tenho medo desses piques do Ramires, não gosto, prefiro a segurança, já que você tem Ganso, Neymar e Lucas pra promover os momentos de beleza e esplendor. Um Gilberto Silva, um Mauro Silva, um Silva qualquer, desde que não tenha esse pendor de nos deixar com 10 como eram Émerson e Felipe Melo. Lucas do Grêmio e... sei lá, qualquer um. Não o Hernanes, que também é voluntarioso, muito menos o Elias. Alguém tipo o Fábio Simplício. O Galeano. O Bataglia, que era 5 do Boca e figurava como "Patrón" da cabeça de área, alguém a deixar claro, no olhar, que "aqui, não!". Gosto disso. Ou seja, goste você ou não, um Dunga.

Pode parecer engraçado que a gente passou tanto tempo reclamando da ausência de um Camisa 10 clássico, hoje a gente dependa de um 5 Clássico para as coisas funcionarem. Coisa que, na minha opinião, faltou no time de 82, com Falcão e Cerezo sendo artísticos além da conta, sem ninguém cuidando da casa... e aí, a conclusão que eu chego debaixo do sol, avalizada pelo título da Libertadores, é que esse time aí na mão do Muricy seria um time de verdade!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:05 AM Comments:


Domingo, Julho 03, 2011

Copa América 2011, Brasil x Venezuela


NÃO ESCULACHA, DOUTOR!

É aquilo que eu nem sei se chama exatamente assim, mas eu costumo chamar de "giria de Delegacia". O elemento é preso e, sabedor de sua culpa no cartório aliada ao costumeiro tratamento cordial destinado aos de sua espécie, clama por uma espécie de aliviada... "tudo bem, Doutor, eu sei que eu perdi, mas não esculacha..."

E pelo que eu me lembre, contra a Venezuela sempre costumava ser assim. Quer dizer, com alguns eventuais esculachos no decorrer da partida, o mais notório foi do JogaBonito Gaúcho em 99, um 7x0 com direito a golaço. Esse é o meu melhor exemplo, mas podemos nos lembrar do time do Casalberto Silva em 87, que era um timinho bem do medíocre, estreou disparando 5 pra cima da Venezuela. Outro time historicamente horroroso, do Lazaroni, também estreou em 89 contra a Venezuela fazendo 3 x 1, com alguma dificuldade e dependendo do Baltazar fazer um gol, mas foi diferente disso aí que vimos hoje, sem a menor sombra de dúvidas.

Esse jogo de hoje me lembrou a estreia do time do Dunga na Copa do Mundo, aquele horroroso 2x1 contra a Coreia do Norte, que se mostrou realmente horroroso quando Portugal disparou 7 pra cima deles, pois era isso, mais ou menos o que o Brasil deveria ter feito. Tá, não é todo dia que se ganha de 7, mas tem que jogar pra ganhar de 7. Ok, eu entendo o espírito solidário do jogador se garantir o resultado e depois tirar o pé pra não esculachar, mas igual foi hoje, não dá! Dá pra empatar jogando mal contra o Peru, ou mesmo perder jogando mal contra o Paraguai, México, até Colômbia. Mas não dá pra empatar ou mesmo ganhar jogando MUITO mal contra Venezuela ou Coreia do Norte, porque é o mínimo! Tem que entrar com os dois pés no peito, barbarizando! Não tem nenhuma desculpa que justifique, seja fim de temporada, cagaço pela estreia, gramado ruim, altitude, adversário na retranca, ou o a influência dos ventos alíseos do nordeste na menstruação da borboleta azul.

Porém, ao contrário do que eu sentia com os oligofrênicos do Dunga, sinto um pouco mais de simpatia com os manos do Mano. Era muito mais fácil torcer contra Felipe Melo e Kaká, confesso que espero muito de Ganso, Neymar, Pato e o Lucas do São Paulo. Mas vai ficar complicado com o Robinho sendo Zinho de forma piorada, o André Santos matando as jogadas pela esquerda e o Ramires tentando nos relembrar a temeridade que é ter um Toninho Cerezo no time! O Mano vai ter trabalho, mas ajudaria muito simplesmente trocar o Robinho pelo Lucas, já mandando ele de volta pra Milão ou qualquer outro lugar, junto com o Lavezzi.
E o pior é que, assim como na Copa, tem algum gênio dizendo que contra o Paraguai vai ser melhor porque é um time que vai sair mais pro jogo, mas nionde que isso vai acontecer? Tudo bem que na Copa, me quebraram, pois, por alguma razão que não me ocorre, a Costa do Marfim quis ficar assanhadinha e facilitou a vida do Brasil, que fez uma partida bem razoável, mas acho que o Paraguai, independente do resultado contra o Equador, não vai vir pra cima. Vai jogar atrás, dando um pouco mais de porrada e levando um pouco mais de perigo. E aí, talvez de forma tardia, sentindo a água gelada bater na bunda, o Brasil se dê conta que deveria ter disparado uma goleada histórica pra cima da Venezuela...

Eu acho que, sabendo de minhas preferências, deve ter alguém querendo saber quem jogou pior na estreia, Brasil ou Argentina. Acho que foi a Argentina, porque no caso do Brasil, ainda acho que tem por onde melhorar, já a Argentina me deixou bem preocupado. Ainda mais por saber que, contra o Brasil, em Copa América, o histórico não costuma ser dos melhores, apesar do Messi. O fato é que, futebolisticamente, é cada jogo RUIM nessa Copa América que vou te contar, viu?

postado por: Randall Ferreira Neto 8:16 PM Comments:


Sábado, Julho 02, 2011

Copa América 2011, Argentina x Bolívia.

Eu fico aqui imaginando um Diretor de Multinacional, dessas bem cascas de ferida que exigem resultados, resultados, resultados, participando de uma reunião trimestral e tendo que explicar que a empresa não alcançou aquilo que esperava porque, dentre outras coisas, ele escalou o Lavezzi no lugar do Agüero e... sério, técnico de futebol é um empreguinho moleza, né não? Não consigo me solidarizar com eles quando são demitidos e, em suas compungidas entrevistas coletivas, reclamam das agruras da profissão e que vida de técnico é assim mesmo (chuif, chuif), se não traz resultado (chuif, chuif), é essa a consequência and all the crap. Mas técnico tem quase ESTABILIDADE pra fazer algumas cretinices inconcebíveis no mundo das pessoas sérias. Como escalar o Lavezzi no lugar do Agüero, por exemplo!

O Lavezzi é tão ruim, mas tão ruim, que fiquei pensando em alguém que pudesse me gerar a comparação compatível, e lembrei do Rodrigão. Aquele, que começou no Santos, andou pelo Santo André, fez gol de bicicleta pelo Palmeiras e comia a Hortência, sabe? O Rodrigão é melhor que o Lavezzi. Muito! Mas joga o Lavezzi, e não Agüero, Di Maria, Higuaín, sei lá, é igual eu pensava do Cerezo, jogar com 10 me parece melhor que jogar com ele!

Fora isso, tem o lance com o Messi, né? Que ele não joga como no Barcelona, por que será, hein? Será que é porque o Guardiola é um técnico de verdade e o Sérgio Batista, não? Ou porque existem mais futebol entre Xavi & Iniesta e Banega & Mascherano do que sonha nossa vã filosofia? Nessas horas, lembro da história que o PVC contou do Rivaldo, que na Seleção queriam que ele jogasse bem como no Barcelona, e lá no Barça, ficavam intrigados porque ele não jogava tão bem como na Seleção. O Messi ainda não chegou aí, mas quase. O Messi provavelmente vai ser o melhor jogador que eu vi, tem tudo pra isso. Da mesma forma como eu acho que esse papo entre Neymar e Garrincha vai ser piada daqui uns anos, pois até onde eu sei, com o Botafogo, o título mais importante que ele ganhou foi Campeonato Carioca, certo? O Neymar só precisa ganhar algo entre uma e duas Copas, mas sem ironia, acho que dá. E não venha você me dizer que o Neymar tem Ganso, Léo, Elano, que o Garrincha jogava com Didi, Amarildo, Nilton Santos, Zagallo... só que o Messi, hoje, não foi bem. Claro que fica muito difícil ir bem com um time horrível desses, mas afinal de contas, acaba sendo o que a gente espera dos caras como ele, né? Que tire a diferença, leite de pedra, venda suas garrafas vazias e as do Banega, enfim, uma hora ele vai mostrar que é O Messi, disso eu tenho certeza.

E sigo achando que vai ser aqui no Brasil, na Copa de 2014.

Mas o resultado de hoje foi ridículo! O jogo foi uma bosta, o time jogou mal e é claro que já fica uma nuvem negra pairando sobre as cabeças dos caras. É claro que ninguém, nem mesmo o Thiago Leifert, o Rica Perrone ou qualquer um outro que brigam pela identidade secreta do Super Babaca, imaginam a Argentina eliminada na primeira fase. E aí, dos mata-matas em diante, vamos ver do que o Lionel Messi é feito!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:30 AM Comments:


Sexta-feira, Julho 01, 2011

Eu adoro a humildade da brasileirada, sabe? Brasil ficou de 49 a 89 sem ganhar a Copa América, e sabe o que eu ouvia como resposta/justificativa para tal fato?

"Ah, a gente nem dava importância pra isso"... Ou seja, a mesma bobagem que você também já deve ter ouvido sobre Libertadores, que foi só depois que o São Paulo ganhou que os clubes brasileiros começaram a dar importância, como se antes, não fosse uma mera questão de incompetência. Sem falar que, não bastasse o fato de não darmos importância, prejudicava muito o nosso desempenho esse lance dos argentinos, uruguaios e paraguaios jogarem dopados, portanto tacapes, machadinhas, bomba de fumaça ninja e uma torcida que se comportava como uma horda de visigodos e ostrogodos atirando os mais variados objetos no gramado, de mísseis a morteiros teleguiados.

Pachecância à parte, assisto Copa América desde 79, se considerar alguns flashes de um Sócrates com a 9, Nílton Batata barbarizando e o meu pai exclamando "Caralho, como joga bola esse Romerito!". Ali, pareceu que a gente tava dando bastante importância, se você considerar que, 20 anos da gente quebrar o tabu, a gente já fazia esforço. Tanto que, em 83, fomos até a final, contra um Uruguai guerreiro, Rodolfo Rodriguez pegando tudo e mais um pouco! Lembro do gol do Jorginho do Palmeiras na final, que empatamos em 1x1 e o título ficou com a Celeste. Em 87, dando MUITA importância, levamos um 4x0 do Chile (dois gols de Basay, dois de Letelliier, sei lá porque nunca me esqueci disso) e começou ali, exatamente ali, o meu medo de que a gente nunca mais seria campeão de absolutamente NADA.

A Copa América de 89 é um capítulo à parte na minha vida. A partir dali, a Argentina passou a ser um pouco mais do que um simples país vizinho que tinha o Maradona. E se hoje eu torço pra Argentina, muito desse sentimento surgiu ali. Aquele time era sensacional! Mas perdeu na única partida em que o Brasil jogou bem com o Lazaroni, aqueles 2 x 0 com golaços de Bebeto e Romário (aliás, fosse essa a dupla em 90, ao invés de Careca e Muller, e acho que algumas coisas seriam diferentes, ao menos na vida do Parreira e do Zagallo). Depois, veio fortíssima em 91 e repetiu o feito em 93, última vez em que ganhou, quando surgiu uma espécie de hegemonia Brasileira na competição. Depois disso, só perdemos em 95 e 2001. Aliás, é bom lembrar - principalmente pra quem curte uma superstição - que o Brasil jamais ganhou uma Copa tendo vencido a Copa América anterior.

Mas então vocês decidiram que Brasil ou Argentina vai ganhar a Copa América desse ano? Sei... combinaram com o Uruguai? Em 87, por exemplo, na Argentina, a final foi entre Uruguai e os facínoras do Chile, lembram? Ah, eu lembro do Francescoli, como jogava bola! Mas acho que o Chile vem fraquinho, só que o Paraguai continua sendo a pedreira de sempre, sabiam? Não tem nem nunca mais vai ter um Romerito, mas ainda assim, é jogo duro.

Só que eu acho que o Mano tem nas mãos o melhor material humano desde que o Telê conseguiu cagar na Copa de 82. Se ele tiver um pouquinho de juízo, escala o carinha do Barça no lugar do "esqueminha" dele, no caso, o André Santos. E que os Deuses dos Estádios o iluminem, pra que ele escale o Lucas do São Paulo no lugar do Robinho Triatleta, um jogador tático que não resolve nada. Neymar, Ganso e Lucas, junto com o Pato, não tem nem como não sair coisa boa! E bom mesmo vai ser assistir um jogo com esses caras enfrentando a turma do Messi, que também reúne o melhor elenco desde 94, quando a Argentina foi mais uma vez sacaneada pela FIFA. E tem o Messi, melhor do mundo e provavelmente, que virá a ser mais que foi o Maradona. Com todo o merecimento.

Eu vou de Argentina, é claro, sempre! Mas com esse time aí do Mano vai ser meio ruim de torcer contra, e com o Dunga era tão fácil e tão gostoso...

Não sei vocês, mas eu sou do tempo em que a gente sempre se importou com a Copa América, até porque, parece que é uma época favorável para gravidez aqui em casa!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:09 PM Comments:


Quinta-feira, Junho 30, 2011

QUANDO A LAURA FICOU GRÁVIDA DO DUDA, ESCREVI ISSO AQUI:

Não vou ser hipócrita, embora a possibilidade de me tornar piegar nos próximos meses é quase inevitável... mas assim, a reação foi muito mais de "puta que pariu, e agora?" do que "Nossa, é a coisa mais linda e maravilhosa do mundo!". Nós não estávamos programando, embora qualquer pessoa de razoável bom senso só perguntaria algo assim depois de 3 ou 4 perguntas de outro tipo *(1). Mas não vou fazer como o Mainardi, que pensou em aborto, comparou a vinda do filho com a hipótese de chamar o gerente do banco pra morar com ele, mas mesmo assim, vou aproveitar pra fazer um post.

Se alguém ainda não entendeu, eu vou ser pai! E apesar de todo o meu ceticismo, ao que tudo indica, vem aí outro sagitariano pra mudar a minha vida.

Se eu estou preparado pra ser pai? Olha, acho que ainda não me preparei direito nem pra ser filho, mas imagino que a gente aprende, a gente erra, e assim a coisa vai. Tenho meus pais como dois excelentes exemplos - a maioria dos exemplos são do que não se deve fazer, mas ainda assim, são exemplos -, alguns tios sensacionais, alguns dos meus amigos também tem filhos, mas tudo isso provavelmente vai se mostrar irrelevante.

Por enquanto a gente trava batalhas pra decidir o nome. A única coisa certa é que se forem gêmeos vão se chamar Tulio e Péricles, em homenagem a um 4 x 0 que o Goiás enfiou no Internacional, com direito a humilhações das mais diversas, e originou o nosso termo "Farra de Tulio e Péricles", utilizado sempre que alguém ganhava com muita folga. Se for um casal de gêmeos, nada como Eduardo e Mônica, e se forem duas mulheres, eu vou torcer para que as 3 TPMs não coincidam, o nome delas vai ser de menos.

O humor da Laura cai drasticamente à medida em que eu me empolgo com nomes como Obi-Wan Guevara, Dylan, Woody ou Kurt. Ela não acredita, simplesmente, que eu simpatizo com Raskolnikov, mas pra mim, o nome é super importante, tem que ser alguma coisa que faça as pessoas concluírem que "só podia ser filho do Randall" *(2)!

Assim, a gente fica com Eduardo, Henrique ou Caio. O engraçado é que a Laura diz "Mas Caio, não sei..."; ou seja, Caio tá fora, ainda mais porque eu queria muito que fosse Caio Fernando. Contei pro meu pai sobre as opções e ele, do alto de um porre Bukowskiano, dizia:

- Eduardo Henrique eu não gosto... não gosto. Parece Fernando Henrique, filho da puta...
- Pai, não é Eduardo Henrique, é Eduardo ou Henrique!
- Não... Henrique eu não gosto. E Eduardo é nome de viado.
- Nome de viado? De onde você tirou isso?
- Praticamente viado. E só prestava pra pegar pênalti.

Aí rola uma coisa que só eu consigo alcançar, que ele está se referindo ao Eduardo Heuser, goleiro mediano do Goiás, que jogou de 86 a 90 ou 91, e era especialista em pegar pênaltis, tendo alcançado seu auge no Brasileiro de 88, quando as partidas empatadas eram decididas nos pênaltis. Relevantíssimo, não? Mas quando eu perguntei qual nome ele gostava, a resposta veio imediata:

RANDALL! Será que o caso é de bloqueio criativo? E se for menina - claro, tem essa hipótese, apesar da Laura ter sentado duas vezes no garfo -, ele quer porque quer Joana. Eu colocaria, acho Joana um nome massa e tem toda uma história, mas a Lau não quer. Segundo ela, nossa filha já nasceria com 70 anos. E assim, ela fica entre Marina e Bárbara.

Prevenido que eu sou, já escolhi até o nome dele caso o Azamba seja realmente perverso e o convença a virar sãopaulino. Nesse caso, ele poderia escolher entre Cassandra, Desirée e Marjorie, mas eu curto mesmo Cassandra. E a Laura diz que é capaz de ver, nitidamente, eu chamando o meu filho de Cassandra (Cassandra, Cassandra, Cassandra!), ou as minhas reações no caso do Palmeiras vencer o São Paulo, ou comprando uma Barbie pra ele no aniversário de 10 anos na frente de todos os amiguinhos de colégio (acabei de pensar nisso!), ou então naquela idade em que toda criança sonha com uma bicicleta no Natal, colocar um embrulho de bicicleta na árvore de natal e, quando ele abrir, se deparar com uma Cecizinha, com florzinha na cesta e tudo (também pensei nisso agora, pode ser realmente divertido se meu filho virar sãopaulino) *(3)!

Mas eu sou meio contra essa coisa "americano do subúrbio" de dar bicicleta no natal, e só por cima do meu cadáver que vai ter árvore de natal na minha casa, Papai Noel de cu é rola, coelho da páscoa é a puta que o pariu *(4) e... sei lá, mil coisas...

Mil coisas começam a vir à cabeça, O primeiro livro que eu li foi "O Urso Com Música na Barriga", mas o que me marcou mesmo foi "Marcelo, Marmelo e Martelo". Será que esses livros ainda existem? Será que ele um dia vai me dizer que Harry Potter é muito melhor que Star Wars? Ou inventarão alguma outra coisa pra ele achar melhor que Star Wars? Quanto tempo vai demorar pra ele assistir O Poderoso Chefão comigo? Será que ele vai compreender o significado do Corredor X contar pro Speed Racer que é seu irmão?

E quando eu ganhar dele no botão, vou conseguir não dar a volta olímpica na mesa, sem cantar musiquinhas e fazer alguma dança da vitória?

Se eu chorar no ultra-som? Se eu chamar a ginecologista da Laura de "nossa médica"? Devo continuar cantando músicas dos Beatles e o Hino do Palmeiras na barriga da Laura? Ele vai nascer em São Paulo ou Sorocaba? Mesmo que ele não passe nem na porta de uma Igreja Católica, será que ele pode ter padrinhos simbólicos *(5)?

Ainda não caiu a ficha que eu vou ter um filho...

* Notas atualizantes de rodapé:

*(1) Errei feio, é uma das primeiras coisas que perguntam. No segundo filho também, "mas foi programado ou escapuliu"?
*(2) Com o tempo, descobri que esse lance aí não é necessariamente uma vantagem.
*(3) 3 anos e meio depois, o meu filho joga futebol na escolinha do São Paulo e eu penso de maneira completamente diferente com relação a issaê, até escrevi um texto a respeito no Malvadezas (O Pai Gelol Moderno). Mas ainda acho que pode ser divertido se ele torcer para um time diferente do meu.
*(4) Língua? A gente paga por aqui. Coisa mais linda ver o Duda montando árvore de natal e cantando as musiquinhas do coelhinho da páscoa. E a bicicleta na árvore de natal foi ainda mais emocionante que o dia em que Speedy Racer descobriu que o Corredor X era irmão dele.
*(5) Sim, ele tem padrinhos muito mais que simbólicos, são sensacionais! E o/a Marina/Vinícius ou Frederico (76,4% Frederico, 23,6% Vinícius) vai ter também. O Azamba já aceitou, ainda não conversei com a Rac. Sim, se a Rac ler isso aqui vai ser a maneira como ela vai descobrir que eu quero que ela seja madrinha do (a) irmãozinho (a) do Duda - jeitão meu.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:43 AM Comments:


Quarta-feira, Junho 29, 2011

Uma música... alguma, deve ter alguma música aqui no IPod pra me ajudar a descrever esse momento. "Alisson", boa Elvis Costello! Deve ser sobre uma mina, mas eu estudei com um Alisson no Agostiniano e não vai funcionar. E eu perdi o foco, pois essa música não tem nada a ver com esse momento.

Saudade do Cometa? Nenhuma, zero! Mas é no banco de um Cometa que eu registro esse momento tão importante e inesquecível da minha vida, voltando de um dia absolutamente incrível em São Paulo. Estive ali por uma região que conheço bem, que adoro e me traz excelentes recordações, com um grande amigo do passado desenhando alguma coisa do futuro. E o futuro, é uma astronave que tentamos, pilotar... boa, Toquinho! Toquinho, parceiro do Chico e do Vinícius, sempre em boa companhia! Vou ficar por mais um tempo escutando essas músicas maravilhosas de criança que ele compunha. Essa trilha sonora não vai mudar por enquanto.

"Começaria tudo outra vez... se preciso fosse, meu amor... ao som desse bolero, vida vamos nós! E não estamos sós, veja meu bem..."

Essa é boa! Gonzaguinha, eu sei, mas a música é boa! E a vida? Não, ESSA do Gonzaguinha não, porque a vida não é bonita, é bonita e é bonita. A vida, essa fanfarrona sem a menor noção de timing, gosta de bagunça. A vida é só um amontoado mal organizado de consequências, é assim que tem que ser.

E vai ser do caralho! Por mais que eu não esteja preparado de novo, por mais que as coisas fiquem difíceis, por mais que seja o caso de vender os Sirons, ou de mandar uns currículos, ou sei lá, dá-se um jeito. Ch ch ch ch changes! Bowie! Grande Bowie, Changes! Vida nova pela frente, vida boa! Em Aquário, ao que tudo indica, cuca boa, pra variar. Pra fazer companhia pro Duda, pra dar a ele aquilo que eu nunca tive, para que o meu filho, até assim tenha algo que eu não tive. Meu filho, acabou esse singular aí. Vida nova ainda sem nome, vida!

Vem vida, que de você eu não tenho medo. Vem, que a gente te recebe e tenta fazer as coisas do nosso jeitão, pra que tudo seja da melhor forma possível. Vem, vida, que a Vida não gosta de esperar, a vida é pra valer, a vida é pra levar, Vinícius, velho, saravá!

Vinícius?

postado por: Randall Ferreira Neto 1:35 AM Comments:


Domingo, Junho 26, 2011

Sou do tempo das propagandas do Hollywood. Não tenho certeza se aquela do Peter Frampton e aquela do Journey foram trilha de algum comercial, certeza mesmo eu tenho só daquela do Live. Aquela, no caso, é "Pain Lies on the Riverside". Eu me lembrava que no final, algo como o slogan era "ISSO É HOLLYWOOD"! E me lembrei disso hoje, ao ver os 5 x 0 do Corinthians no São Paulo: ISSO É CARPEGIANE (guitarrinhas a vontade ao fundo, corte seco).

E olha, 5 ficou barato, pelo que eu pude ver nos melhores momentos! O que me leva a pensar que tem alguma coisa esquisita por trás disso tudo, pois o São Paulo não vinha tão mal assim. Ok, as 5 vitórias podem ser consideradas "enganosas", mas vi o time jogar e... e quer saber? Foi uma bosta contra o Ceará, o Proposta do Arsenal num dia de rara felicidade fez aquilo para o que é pago, o Ceará errou pênalti e o Carpegiane, após uma substituição bizarra, acabou salvo pelo Lucas. Que não jogou hoje. Nem ele, nem muitos outros, como o Casemiro, que faz uma baita falta. Idem Rodrigo Souto. Mas o que eu tou querendo dizer é que, por pior que fosse o São Paulo, jogou contra um Corinthians meia boca TREINADO PELO TITE, CARALHO! Não dá pra perder de 5! E volto a dizer, ficou barato!

Assim como ficou barato os 2 x 0 que o Palmeiras levou no lombo lá no Ceará, com um festival de bolas na trave e a observação que é quase uma confissão: o time sentiu falta do Luan! Aí eu fico me lembrando de uma partida da Copa do Brasil em que o Wellington Paulista foi pro aquecimento e eu ouvi um frisson captado pelo som da TV que me lembrou o Zico levantando do banco no jogo contra a Irlanda em 86. Pela reação da torcida, eu acabei pensando que li errado, que o Palmeiras não tinha contratado o Wellington Paulista, e sim, o Van Basten! Não era possível que a festa era pro Wellington Paulista, essa desgraça que jogou hoje e jogou assim sempre! Eu fico pensando no sujeito que é empresário do Wellington Paulista... não dá pra pensar nele como não sendo um vendedor picareta de carro usado todo cheio de defeitos! Maikon Leite de um lado jogando de Pedro, Luan de outro de Villa (ele é melhor que o Villa), e o Kléber no meio, de Messi? Pode funcionar, desde que o Iniesta não seja o Lincoln e o Xavi algum volante que mora do lado esquerdo do peito do Felipão. Porque eu acho que o Valdívia vai seguir sua vida de Carlos Kaiser, ou Alexandre Kaiser, aquele 17 de Janeiro que enganou um monte de gente e teve matéria no Esporte Espetacular. Ele, o Adriano e o Fabuloso, dura a disputa de quem mama nas tetas do clube sem bater um prego numa barra de sabão pra compensar.

O Palmeiras vai seguir sendo essa desgraça da qual a gente não consegue desapegar. Como o Goiás, que beleza o Goiás no sábado, não? Escrevi aqui em agosto ou setembro do ano passado, prevendo o fim do Goiás. Acha que não? Me dê algumas boas razões pro time continuar existindo, então? Não tem torcida, não tem dinheiro, não tem time, não tem história... o Goiás não soube aproveitar os 10 anos seguidos de Série A, bem como não soube aproveitar a presença constante na elite desde 83, mais ou menos. A vida passou na janela e essa Carolina Esmeraldina não viu. Caiu pra Série B e não é papinho raivoso de torcedor isso de temer uma escorregada pra C ainda esse ano. É que eu sei que isso andou acontecendo com Criciúma, Bahia, Santa Cruz, até com o Fluminense! O time se acostuma a perder, deixa de achar que é um vexame, caleja a consciência e larga na banguela. Sei o que eu tou falando pelo que vivi com o São Bento no primeiro semestre, o Goiás tá igualzinho! Se alguma coisa não for feita rapidamente, pode colocar uma placa de "Vende-se" ali na Serrinha.

E se você quiser ler alguma coisa com mais conteúdo e estilo do que isso aqui que saiu direto do fígado, vai no blog do Arantes, rapaz bacana que eu conheci através da virtualidade, via Fefas, com quem pretendo fazer alguma coisa coletiva (os dois, no caso, mais o Joss e o Christian): www.tasarantes.wordpress.com

O Feriadão começou legal, com um título bacana do Santos. Depois, um monte de coisa idiota foi acontecendo e eu cheguei a falar no twitter que pra catástrofe ser completa, faltava o Palmeiras levar uma sova no Ceará e a Laura querer mandar um fio terra. Encorajei de maneira enfática que ela dormisse mais cedo, hoje...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:41 PM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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